quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

ARTIGO: Gestão um velho desafio para um novo ano

André Filipe Dummar de Azevedo

Chegou 2017. Projetos são estruturados, metas estipuladas, sonhos idealizados e muitas reflexões são realizadas

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Em relação ao contexto organizacional, um dos pensamentos que primeiro me vieram à cabeça, e que acredito ser importante de ser analisado neste começo de ano, é a disfunção entre requisitos e parâmetros mercadológicos e o modelo de gestão aplicado em nossas empresas.

Embora o cenário de negócios tenha sofrido expressivas mudanças nos últimos tempos e um conjunto de novas ferramentas e boas práticas tenha surgido, ainda observamos o predomínio da “ética da hierarquia” e sua relação comandante-comandado, com deliberações que descem em cascata pela pirâmide organizacional, sistemas de resultados orientado no “aumento” (de vendas, projetos, produção) cuja base é o curto prazo e a preocupante constatação de gestores que mantêm seu foco principal na administração de tarefas. O porém é que a essência do gerenciamento não é a execução de tarefas, mas a busca por resultados alinhados a uma visão sistêmica.

Este ambiente deve ser notado com particular cuidado no caso de gestores situados no meio da pirâmide pois, ciente dos desafios estratégicos do topo e das dificuldades de operação da base, este tem de buscar meios para uma transmissão eficaz de pensamentos ascendentes e descendentes de forma a direcionar todos a uma eficiência processual competitiva, fato que pode trazer, como risco, o acúmulo de pressões pela centralização e sua entrada em um ciclo de sabotagem emocional.

Por outro lado, examinamos uma grande oportunidade de desenvolvimento.

Exercendo uma escuta ativa, transversal e efetuando a decisão de construir alicerces sólidos, um bom gestor é capaz de nortear todos a um mesmo propósito e transformar pessoas e organizações por meio da liderança.

Mais do que alterar diretrizes de atuação para nos adaptarmos ao cenário, devemos, antes de divergir, sentir. A mudança começa no olhar inclusivo ao outro. 

A gestão não é uma linha dissociada e independente, é uma rede de partilha inclusiva.

-André Filipe Dummar de Azevedo, Administrador de empresas, andrefilipedummar@gmail.com

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