terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Mercado de imóveis tem previsão otimista para 2017

As vendas na região seguirão o ritmo do País, apontam especialistas

Juros mais baixos devem incentivar unidades de médio e alto padrões (Foto: Luigi Bongiovanni/AT)

A Baixada Santista deve seguir o panorama brasileiro e iniciar uma recuperação do mercado de imóveis neste ano. Para a Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), as unidades de dois dormitórios, que têm maior oferta, funcionarão como uma espécie de coringa para alavancar o setor. A previsão é de que apartamentos de até R$ 300 mil (média nacional), sejam os indutores para o seguimento voltar a crescer.

“Não temos um recorte específico da Baixada Santista, mas tenho acompanhado recortes de algumas regiões e nada fica diferente dessa média. A Baixada deve acompanhar o mesmo movimento do resto do País”, diz o diretor da Abrainc, Luiz Fernando Moura.

Embora a situação econômica brasileira ainda esteja crítica, há perspectivas de melhoras para ano que vem, com projeção de juros mais baixos. Mesmo com as vendas reduzidas, o montante de empreendimentos lançados até novembro de 2016 foi 16,6% superior ao ano anterior, diz a Abrainc.

Moura acredita que a classe mais baixa terá uma participação importante nos próximos meses, usando recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). Entretanto, se a taxa de juros cair a níveis muito baixos, será um incentivo para a construção, em futuro próximo, de imóveis de padrões médio e alto. Isso porque o grande investidor vai preferir colocar seu dinheiro em imóveis.

Dados

Em novembro de 2016, a venda de imóveis cresceu 10,1% no Brasil em relação ao mesmo mês de 2015. Ao todo, 10.137 unidades foram vendidas no País. É o primeiro índice positivo registrado no ano passado, segundo pesquisa da Abrainc. Os dados de dezembro ainda não foram contabilizados, mas os últimos 12 meses acumulam queda de 10,2% no volume comercializado.

O diretor da Abrainc acredita que já ha sinais de melhora e que a recuperação do mercado de imóveis deve acontecer de forma rápida.

“Tivemos uma inflação que acabou fechando o ano (2016) dentro da meta. Já no início de 2017 temos queda nas taxas de juros, que esperamos que acelere rapidamente para o patamar de um dígito. São questões importantes para fazer com que a economia reaja e, como consequência, o nosso setor. Temos condições de reagir rapidamente, uma dinâmica de atuação que consegue reagir num curto prazo”.

Sinduscon

O diretor da regional santista do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP), Osmar Luiz Gomes, afirma que, após três anos de quedas consecutivas, a categoria espera um crescimento de 0,5% no PIB da construção neste ano, possivelmente a partir do segundo semestre.

“O crescimento, ainda que modesto, é mudança significativa de perspectivas para o setor, que tem sofrido diretamente o impacto da instabilidade econômica e política”, explica ele.

Gomes detalha que não há perspectiva de queda no valor dos imóveis a serem comercializados. E, com a diminuição de lançamentos para moradia, devido a crise econômica em 2016, pode até faltar unidades para a venda, caso o mercado tenha uma boa recuperação. Na região, Praia Grande, que terminou o ano passado com maior número de unidades construídas, deve manter o desempenho “por ser um grande atrativo para quem busca o primeiro imóvel ou quem pretende adquirir um imóvel de veraneio”.

Para Gomes, o setor da construção é o primeiro a sentir um momento de crise e um dos últimos a se recuperar, “pois o tempo de aprovação de uma obra até a sua conclusão para lançamento é de aproximadamente cinco anos”.

Pesquisa

Os indicadores Abrainc-Fipe são elaborados pela Fipe com informações de 20 das 34 associadas da Abrainc que atuam em todo o País.O estudo, lançado em agosto de 2015, é o primeiro conjunto de indicadores do setor imobiliário obtido nacionalmente.

Para a composição são consideradas informações sobre lançamentos, vendas, entregas, oferta final e distratos do mercado primário de imóveis residenciais e comerciais. Os números são divulgados mensalmente.

Fonte: A Tribuna.

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