domingo, 22 de janeiro de 2017

Pole dance é procurado como atividade física

Além da dança e sensualidade, prática envolve acrobacias e muita flexibilidade. Durante muitos anos, o pole dance foi relacionado apenas ao striptease. Atualmente, as pessoas procuram a atividade física, que envolve grande parte da musculatura do corpo, para entrarem em forma

 “Já está tão claro que o pole [dance] é uma atividade física que fortalece, traz resistência e trabalha bem o corpo, que as pessoas já não se interessam tanto pela parte sensual”, relata Damiana Rodrigues, 43, professora de pole dance e proprietária do Divas Pole Studio.

A atividade pode ser classificada em algumas vertentes, como o pole contemporâneo, que além das acrobacias na barra, mescla movimentos de dança; o sensual, que é praticado de salto alto; o exótico, que exige maior flexibilidade das pernas nas acrobacias; e o esportivo, que visa a avaliação dos movimentos das atletas de alto rendimento em competições. “As atletas têm acompanhamento de fisioterapeuta e nutricionista, e fazem musculação e pilates para ficarem mais leves, fortes e flexíveis, e serem atletas completas que conseguem realizar os movimentos mais difíceis do pole”, explica Damiana.

Laryssa Teles, 23, professora de pole dance no Studio Divas

Laryssa Teles, 23, ensina pole dance há três anos, e já competiu em campeonatos no Brasil e no exterior. “Fiquei em primeiro lugar no campeonato brasileiro na categoria por dupla, e no pan-americano, no México; em segundo lugar no sul-americano, em Buenos Aires; e participei do Mundial em Londres, mas sem passar para a final”, conta. Segundo ela, todas as pessoas podem participar das aulas, que são dividias em três habilidades. “Todas as aulas têm três momentos: o primeiro momento de aquecimento do corpo; a segunda parte é de condicionamento físico, e a terceira parte é o pole propriamente dito”, diz.

A universitária Ana Beatriz Macedo, 20, pratica pole dance há três anos, mas antes de começar a frequentar as aulas, ela já havia praticado outros tipos de dança. “Tentei fazer hip-hop, street jazz e ballet, mas sempre depois de seis meses eu parava. Antes de começar a fazer pole, eu estava sedentária, e queria algo que me prendesse, porque eu mudo de ideia muito rápido”, conta. A beleza dos movimentos e a sensação de liberdade levaram Ana a continuar até hoje no esporte. “Os trajes do pole são bem confortáveis, então, isso fazia com que eu me sentisse livre. Além de toda aula ser um desafio diferente, onde eu supero algum limite que eu tenho”, afirma.

Ana Beatriz Macedo, 20, pratica pole dance há três anos, e pretende se tornar professora do esporte.

Em 2013, a recepcionista Erica Balisa, 24, decidiu praticar pole dance por causa das acrobacias realizadas na barra. Mas teve de superar algumas dificuldades. “Eu não conseguia juntar a acrobacia com a dança, para tudo ficar leve e plástico”, disse. Segundo ela, muitas pessoas desistem de praticar porque pensam que a atividade é fácil, mas exige bastante força e flexibilidade. “A gente faz o pole dance sorrindo. Mesmo fazendo força, aguentando a dor, nós temos que fazer sorrindo. Acho que por isso as pessoas pensam que não seja difícil”, conta.

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