domingo, 22 de janeiro de 2017

Síndicos devem planejar bem orçamento para 2017 em seu condomínio

O ano virou e com isso muita coisa mudou, renovação de contratos, aumento de remunerações, reajuste de tarifas ordinárias. Muitas empresas e o Governo inclusive atualizam seus valores de cobranças anualmente e o síndico deve estar preparado para arcar com tais alterações e manter o equilíbrio financeiro do condomínio

Os imprevistos acontecem, mas o ideal é que seja feito um planejamento minucioso neste mês de janeiro, para que 2017 inicie com a previsão de despesas, para o ano todo. Esse orçamento deve ser apresentado aos demais condôminos em assembleia, onde podem ser debatidos ajustes para posterior aprovação.

O momento é de crise financeira na maioria dos condomínios e a previsão orçamentária deve ser acompanhada por um olhar analítico do síndico e seus auxiliares no sentido de tentar cortar gastos e economizar onde for possível, com o objetivo de aliviar o bolso dos condôminos no aumento da taxa condominial, evitando assim o aumento também da inadimplência, pior pesadelo dos síndicos de condomínio.

Essa inadimplência inclusive deve estar prevista no planejamento anual do condomínio. Não adianta negar, ou insistir com a hipótese ilusória de que todos cumprirão com seus compromissos em dia, é mais inteligente já trabalhar previamente com essa lacuna. Assim a dica é verificar o índice histórico de inadimplência do condomínio e projetar esse déficit no orçamento, evitando, desta forma, maiores problemas com o fluxo de caixa do prédio.

De acordo com Alexandre Alves, diretor de uma grande administradora de condomínios, a folha de pagamento, soma salários e encargos, representando em média 50% do total das despesas mensais. Isso porque, no Brasil, e particularmente no Distrito Federal – onde a empresa atua – há quatro funcionários por prédio, enquanto em países da Europa, por exemplo, essa média é de dois. A alta carga de impostos e benefícios trabalhistas encarecem as contratações.

Segundo Alves, outra medida importante é revisar o número de horas extras realizadas pelos funcionários, para ver onde e como é possível cortar. Outra dica fundamental é planejar o rateio, em 12 cotas, do dissídio dos funcionários e do pagamento de 13º salários e encargos, evitando que nos três últimos meses do ano haja aumento brusco no valor da cota do condomínio.

Embora seja de fundamental importância, o planejamento financeiro é negligenciado por muitos síndicos. Cerca de 30% dos condomínios do Distrito Federal não realizam o planejamento de despesas no fim do ano. Consequências são sentidas ao longo do ano, por exemplo, com a cobrança de frequentes “cotas extras” para arcar com o mau planejamento do síndico.

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