quinta-feira, 25 de maio de 2017

A relação íntima entre Marconi Perillo e a família Friboi

Não é de hoje que a relação escusa do governador Marconi Perillo (PSDB) com a família Friboi e o grupo JBS tem sido exposta pela mídia. Ainda em 2010, quando a JBS doou segundo registros do TSE R$ 500 mil à campanha do tucano, Marconi Perillo articulava fortemente nos bastidores para que o empresário Júnior do Friboi fosse o seu candidato a vice-governador na chapa governista

A chapa só não foi à frente por um motivo inusitado: Júnior do Friboi expôs ao jornal O Popular, em março de 2010, o esquema combinado com o governador.

“O Marconi pode ficar 3 anos e 3 meses, me entrega o governo, eu assumo, vou para uma reeleição, fico mais três anos e três meses e posso sair de novo, com o Marconi voltando”. Perguntado novamente sobre o acordo, diante a incredulidade da jornalista, Júnior do Friboi confirmou: “Eu não entraria se não fosse dessa forma”.

O diálogo revela um esquema escandaloso. Marconi Perillo renunciaria ao cargo de governador para se candidatar ao Senado com o intuito de ceder a vaga de governador a Júnior do Friboi. Vale lembrar que Júnior do Friboi se filiou ao PTB em outubro de 2009 a convite do próprio governador. 

Dois anos depois deste escândalo, as relações de Marconi Perillo com a família parece não terem sido abaladas. Na data Marconi Perillo, acompanhado da primeira-dama Valéria Perillo, participou do casamento de Joesley Batista com a jornalista Ticiane Villas Boas.

Em 2014, quando Marconi Perillo disputa a reeleição, mais uma vez Júnior do Friboi apareceu. Desta vez para declarar apoio à candidatura do tucano por meio de uma carta. Em resposta, Marconi Perillo escreveu em seu Twitter que mantinha com o empresário “relações de amizade e respeito”.

Mas a maior demonstração de “amizade” veio mesmo pouco depois, quando a imprensa revelou que o governo de Goiás e a JBS fecharam um acordo para a quitação de dívidas da empresa, com perdão de juros, multa e correção monetária em 100% e consequente redução da dívida de R$ 1,3 bilhão para R$ 320 milhões - economia o suficiente para o grupo bancar a compra de políticos em todo o País.

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