sexta-feira, 26 de maio de 2017

Por que há racionamento de água no Distrito Federal? Como resolve-lo?

Com a vinda do Presidente Juscelino Kubichek para inaugurar Brasília, em 1960, o Lago Paranoá surgiu afim de abastecer o Distrito Federal inteiro. Quando esse Lago foi planejado por pioneiros, antes mesmo do nascimento de Brasília, foi no intuito de gerar água e energia a todos os candangos. Por isso, a extensão de 3800 m2 do Paranoá

Só que da década de 60 para cá, a população do DF cresceu de formatura assustadora. Daí, apenas uma fonte já não era mais suficiente na captação de água. Mesmo com a existência e fornecimento de recurso hídrico da Caesb (Companhia de Água e Energia de Brasília), foi necessário criar mais dois reservatórios: Descoberto e Santa Maria. A barragem do Descoberto produz água para 65% de moradores do DF. Enquanto isso, a de Santa Maria serve 24% do território e os outros 11% para o restante do "quadradrinho".

Há um mito na humanidade de que nunca acabará a água potável. Baseado nisso, muitas pessoas desperdiçam água das mais variadas formas, todos os dias. Seja no excesso de banho, lavando carro, calçada, jardim. Tudo em excesso. Todavia, faltaram aos governantes investirem a verba pública de maneira adequeada e digna na captação das bacias hidrográficas. Especialmente, oriundas das chuvas e saneamento básico. Além disso, a Adasa (Agência Reguladora de Água, Energia e Saneamento Básico) criada em 2004, justamente pelo governo do Distrito Federal, falhou feio na fiscalização da Caesb. Tudo isso, multiplicado pelas aburdas gratificações pagas a funcionários, que chega perto de R$100,000 (Cem Mil Reais) na própria Caesb, mostram o motivo do "racionamento" na capital da República. É a maior crise hidrográfica na curta história de vida da capital. Nunca chegamos a esse ponto.

Quando os dois principais reservatórios estavam com a capacidade abaixo de 20%, o GDF a pedido da Adasa acendeu a "luz verde". Decretou "racionamento de água". Por volta de 2 milhões e 800 mil pessoas passaram a ser afetadas, pelo menos uma na semana com o corte parcial ou total da Caesb.

Estamos vendo que as chuvas recentes adicionada a economia melhorou o nível das barragens. Hoje as duas operam com mais de 50% de elevação. Mas é preciso "ficar de olho". Ainda mais se ficar mesmo um "bom período" sem "cair gotas d'água", como dizem os Metereologistas.

A união frente ao governador Rodrigo Rollemberg, anunciou repasse de R$50,0000 (Cinquenta Milhões de Reais) em obras emergenciais. Segundo Rollemberg, R$42,0000 (Quarenta e Dois Milhões de Reais) desse montante será na melhoria da captação de água pluviais da barragem do Lago Paranóa. 

Na verdade, isso é pouco para estancar de vez a crise hídrica. O problema só será solucionado se enfrentado de fato. Obras emergenciais servem de paliativo. Entretanto, também é preciso concluir Corumbá 4, terminar as construçoes do Jardim Mangueiral, entre outras na intensão real de ajudar as regiões administrativas do DF, que sofrem com a crise. Isso para não dizer de cobrar melhor serviço da Caesb, pois mesmo sem o corte, muitas pessoas sofrem com a escassez d'água. Ainda que para isso se extingue a até então inútil Adasa. E principalmente, nós consumidores cobrarmos do governo mais eficiência em relação ao uso do dinheiro público. É preciso de chuva e temos de economizar recurso potável. Seja em casa ou em qualquer lugar. Inclusive, o reaproveitamento que algumas empresas fazem é interessante e benefíco. A população pode e deve aprender esses bons exemplos. No entanto, basta não gastar em excesso. É só não achar que nunca irá faltar água. Mas também exigir do governo mais e melhor atenção e competência nessa questão. Se o povo não fizer isso, tudo o que está sendo feito agora ficará apenas no "paliativo".

Por Eduardo Alves

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