quinta-feira, 22 de junho de 2017

O que mais o PSDB espera para desembarcar do governo Temer?

O que a cúpula do PSDB ainda acredita que deva acontecer para largar o violino e saltar do navio de Michel Temer, antes de afundar junto com ele?

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Temer já foi carimbado como corrupto "com vigor" pela Polícia Federal, que o apontou como o mandante por trás da mala de R$ 500 mil em propina com o ex-deputado Rodrigo Rocha Loures; se é pelas reformas, a derrota na Comissão de Assuntos Sociais do Senado mostra claramente que Temer não tem mais controle de sua base; rejeição contou com votos de senadores do PMDB e do próprio PSDB; por último, pesquisa do DataPoder360 mostra que apenas 2% aprovam o governo de Michel Temer, o que põe o PSDB contra 98% da população brasileira; ao ignorar os apelos da base e dos eleitores sendo cúmplice da corrupção de Michel Temer, o PSDB pode perceber seu erro quando já estiver submerso no naufrágio do governo

 O que a cúpula do PSDB ainda acredita que deva acontecer para largar o violino e saltar do navio de Michel Temer, antes de afundar junto com ele?

Temer já foi carimbado como corrupto "com vigor" pela Polícia Federal, que o apontou como o mandante por trás da mala de R$ 500 mil em propina com o ex-deputado Rodrigo Rocha Loures. De acordo com o relatório parcial apresentado pelo delegado Thiago Delabary, "resultam incólumes as evidências que emanam do conjunto informativo formado nestes autos, a indicar, com vigor, a pratica de corrupção passiva".
Um dos principais argumentos dos caciques tucanos para ignorarem os furos no casco e a água no barco de Temer é o apoio do partido às reformas trabalhista e da Previdência, propostas por Temer, que são rejeitadas por 80% da população, segundo pesquisa CUT/Vox Populi. Ocorre que cada vez menos parlamentares estão dispostos a enfrentar o custo político das medidas de Temer. Inclusive deputados e senadores do próprio PSDB.

Uma prova foi a rejeição da reforma trabalhista na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado nessa terça-feira, 20, por 10 votos a 9. A derrota de Michel Temer contou votos de senadores do PMDB, como Hélio José (DF), e até do PSDB, com o senador Eduardo Amorim (SE), explicitando que uma parcela do partido não aceitar continuar apoiando o governo.

Na Câmara também há dissidências pela saída do PSDB do governo. O grupo dos "cabeças pretas" do PSDB, formado pelos deputados mais jovens e liderado por Daniel Coelho (PSDB-PE), fechou posição e vai votar a favor da denúncia contra Michel Temer, que será implicado em corrupção, organização criminosa, obstrução judicial e lavagem de dinheiro. A denúncia deve ser enviada à Câmara no fim de junho.

Por último, pesquisa realizada pelo DataPoder360, divulgada nesta quarta-feira, 21, mostra que apenas 2% consideram seu governo positivo, enquanto 75% o rejeitam (aumento de 10 pontos percentuais em relação à pesquisa de maio). 79% dos entrevistados desejam a renúncia ou a cassação do peemedebista. Em caso de queda de Temer, 87% dos brasileiros querem escolher o próximo presidente. Eleições indiretas, ou seja, por meio do Congresso Nacional, é a preferência de apenas 4%.

O presidente interino do PSDB, senador Tasso Jereissati (CE), não consegue descer do muro e tomar uma decisão definitiva sobre o apoio ao governo Temer. Ao ignorar os apelos da base e trair a própria história ao ser cúmplice da corrupção de Michel Temer, o PSDB pode perceber seu erro quando já estiver submerso no naufrágio de Temer. 

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