quinta-feira, 27 de julho de 2017

Reguffe um político diferente

De família de classe média, o senador pelo Distrito Federal José Reguffe (sem partido), é um político sem projeção, talvez por ser tão diferente de todos os outros que veem Brasília como um cofre de dinheiro fácil

Economista, jornalista, ex-líder estudantil, aos 45 anos ele é avesso às mordomias e mimos que cercam os congressistas. Começando pela verba de gabinete a que tem direito, da qual neste ano gastou somente R$ 534,04. Também se recusa a receber o auxílio-moradia, abriu mão do 14° e 15° salários, do plano de saúde vitalício para senadores e familiares, da previdência especial (optando por continuar contribuindo ao INSS) e de usar carro oficial. Abriu mão da verba indenizatória a que seu gabinete tem direito e para 55 cargos no gabinete contratou somente 12 assessores. Com esses cortes, só a economia direta aos cofres públicos do seu gabinete em oito anos será de 16,7 milhões de reais.

E a produção do senador Reguffe é farta, seriamente empenhada em corrigir problemas e principalmente excessos e distorções na área pública. Conheça alguns dos projetos de lei e emendas à Constituição por ele apresentados:
– PEC 2/15 – proíbe a tributação sobre remédios de uso humano
– PEC 3/15 – proíbe que parlamentares possam se reeleger mais do que uma única vez
– PEC 4/15 – fim da reeleição para cargos executivos
– PEC 5/15 – decreta a perda de mandato para pessoas que se elegerem parlamentares e forem ocupar cargos no executivo, como ministérios ou secretarias
– PEC 6/15 – permite que as pessoas possam ser candidatas sem filiação partidária
– PEC 8/15 – institui a revogabilidade de mandatos, perdendo o mandato os eleitos que contrariarem frontalmente o que colocaram como compromissos de campanha (os candidatos a todos os cargos eletivos passam a ter que registrar suas propostas e compromissos na justiça eleitoral)
– PEC 9/15 – institui o voto distrital
PEC 10/15 – institui o voto facultativo no Brasil, com o fim do voto obrigatório
– PEC 52/15 – institui concurso público para escolha de ministros do STF, STJ e TCU, com mandato de cinco anos
– PLS 247/15 – obriga os governos a publicarem na internet os seus gastos pormenorizados e por valor unitário (aumentando a transparência e facilitando a fiscalização dos cidadãos)
– PLS 251/15 – reduz o número de deputados federais de 513 para 300
– PLS 261/15 – proíbe o BNDES de financiar projetos no exterior
– PLS 715/15 – permite que se utilize o FGTS para a educação e qualificação profissional do trabalhador ou familiar
– PRS 6/15 – reduz os gastos dos gabinetes dos senadores para menos da metade que é hoje
– PRS 47/15 – acaba com a verba indenizatória dos senadores.

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