sábado, 19 de agosto de 2017

Três motivos do porquê Frejat ser favorito ao Buriti

Alçado à condição de pré-candidato, Jofran Frejat (PR) caiu em certo ostracismo após a eleição de 2014, quando perdeu para Rodrigo Rollemberg no segundo turno

Contudo, a estratégia do ex-secretário de Saúde, de só aparecer no jogo quando chegasse a hora apropriada, deu certo.

Como o senador Reguffe (sem partido) já afirmou que não será candidato, Frejat é o nome mais forte que aparece nas ultimas pesquisas para pleitear o cargo de governador. São três os motivos que o tornam favorito ao Buriti:

Dívida da população

Os eleitores que votaram em Rollemberg, e que hoje estão decepcionados com o seu governo, naturalmente devem optar por Frejat. Seria assim com Arruda na eleição passada, se não tivesse sido impedido pela Lei da Ficha Limpa. O eleitorado candango, em 2010, após o desdobramento da Operação Caixa de Pandora, não perdoou o então governador, que cometeu o segundo deslize de sua carreira política. Porém, com o resultado pífio da gestão Agnelo, Arruda foi absolvido pelo povo. Era para ser o atual governador.

Com Frejat não será diferente. O alerta que ele fez durante os debates, focando na inexperiência de Rollemberg para o Executivo, hoje vai de encontro com o que pensa boa parte do eleitorado, insatisfeito com o socialista. Com isso, o imaginário popular tem uma dívida com o candidato derrotado do PR, o que o favorece perante os demais postulantes.

Velha guarda

Frejat é o único sobrevivente político dos clãs Roriz e Arruda. Decepcionado com Agnelo e Rollemberg, o brasiliense pode optar agora por alguém que tenha experiência comprovada no governo. Além disso, o ex-secretário de Roriz foi por cinco vezes deputado federal, sendo eleito para o primeiro mandato em 1987. Ou seja, o tempo de vivência na política brasiliense deve contar bastante em 2018.

Temendo errar novamente, os insatisfeitos com o atual governo provavelmente não vão arriscar com um nome da geração que veio depois da de Frejat, como fizeram em 2010 e 2014. A única exceção seria Reguffe. Tudo indica que o eleitorado não tolerará mais candidato sem experiência.

Legado

Até mesmo entre os socialistas do PSOL, Frejat é lembrado como um bom secretário de Saúde. E qual é hoje um dos maiores problemas do governo? A saúde pública. Por ter sido secretário, a principal bandeira de sua possível campanha seria a do setor de saúde, o que agradaria gregos e troianos, pois pregaria contra as Organizações Sociais – os servidores e os sindicatos vão adorar! – e apontaria meios para tirar a saúde do caos, falando aquilo que a população quer ouvir.

A propaganda eleitoral com certeza focaria em seu legado na saúde. As comparações seriam inevitáveis, com gráficos e tudo.

Conclusão

Se continuar na dianteira das pesquisas, o grupo composto pelo próprio Frejat, Alberto Fraga, Izalci Lucas, Alírio Neto e Eliana Pedrosa deve sacramentar o ex-secretário de saúde como candidato. Só a divisão do grupo prejudicaria o desempenho do candidato da direita. Se isso acontecer, Rollemberg tem alguma chance de ser reeleito. Caso contrário, dificilmente permanece até 2022 no Buriti. Só em caso de divisão do grupo adversário ou W.O.

O jogo já começou!

Fonte: Blog do Fred Lima.

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