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Francisco Maia*

A expressão “Mais Brasil e menos Brasília” é equívoco, injustiça e desinformação. Apenas um descuido pode explicar essa enorme confusão feita na comparação entre uma cidade feliz e um poder central que controla o país. A Praça dos Três Poderes, com suas virtudes e mazelas, é coisa bem diferente

Brasília, cidade-estado, é um município cheio de energia humana, que hospeda aquelas três sedes. Periodicamente, é ocupada por inquilinos diferentes, mas o povo do Distrito Federal continua íntegro, com sua cultura, costumes, ética, caráter e irmandade com toda a nação.
A cidade é uma partícula viva da nacionalidade. O candango, construtor original da nova capital, historicamente não tem pátria, pois tem todas as pátrias. O sotaque de sua fala denuncia a migração que acompanhou a saga de Juscelino, na construção de uma metrópole em mil dias. Tem o falar nordestino, o cantar paraense, o puro sotaque do Sul e os erres fortes de Minas e Goiás.

Essa cidade, patrimônio da humanidade e joia pronta para o turismo, além das críticas injustas, vive crises internas. O maior problema que sufoca o povo de Brasília é o fantasma do desemprego. O emprego é escasso pelas poucas indústrias e mal remunerado pela má produtividade das forças de trabalho. A solução é o ensino profissionalizante imediato para preparar os serviços da cidade na direção da vocação do turismo.

O Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac), no Distrito Federal, é o maior aliado do governo na formação de trabalhadores qualificados a disputar empregos. Dispõe de um serviço de aprendizado pago pelos empresários, do grupo Fecomércio-DF, que qualifica quase tantos alunos quanto o GDF. Enquanto a Secretaria de Educação matricula 10 mil alunos em cursos profissionalizantes, o Senac tem 7 mil alunos em cursos de qualificação profissional. Destacam-se como guias de turismo, gastronomia, cozinheiros, enfermeiros e, sobretudo, formação de profissionais em informação digital, o grande ofício deste novo século, além de mais de 300 cursos diferentes por ano.

Como está, Brasília é sedutora para quem não a conhece: a cidade que nasceu em mil dias, no meio do nada, pelo sonho visionário de um homem que antecipou o futuro no desenho de uma cidade. JK inspirou, Lucio Costa riscou na terra e Niemeyer elevou em concreto. Esse museu a céu aberto é uma atração pronta e acabada. Falta agregar bons serviços e modernas atrações à borda do Lago Paranoá, ao longo de seu cerrado e à beira de suas cachoeiras. O Distrito Federal é um desafio à criatividade e ao invento de quem sabe reinventar uma cidade cobiçada de se conhecer.

O esforço de toda a Nação, lentamente, está vencendo a crise econômica em que, faz tempo, estamos mergulhados. Breve, os investimentos voltarão. Mas esse momento não significa pleno emprego, se não tivermos mão de obra qualificada. Assim também, o primeiro segmento que sentirá os bons ventos será o setor de serviços.

O turismo é o primeiro a colher esse fruto. Turismo é circulação de desejos e muito dinheiro, portanto, de comércio, investimentos e empregos. Quem correr na frente, com melhor serviço e ideias mais brilhantes, vencerá primeiro. Brasília é o Brasil. Os Três Poderes são a União. A cidade, um exemplo de município, base de qualquer reorganização federativa que necessitamos fazer.

No município, se aprende uma exemplar lição da cidadania: não existe Estado ruim para povo organizado. Tudo o que puder ser feito pelo Estado, que a União não o faça; o que puder ser feito pelo município, o Estado não o faça; e aquilo que, finalmente, possa ser feito pelo cidadão, que o estado, município e União não o façam. Qualquer cidade, para oferecer satisfação de viver para sua população, precisa dispor de uma série de serviços. Não se trata apenas de saúde e educação. Vai além disso, pois há outros setores, como segurança, lazer, entretenimento, trânsito e bons fatores de socialização. Para conseguir esse equilíbrio, urge estar permanentemente atento à gestão de cidades.

Em Brasília, o céu é muito azul e a terra tem muitas cores. Seus ipês mudam o colorido dos parques e ruas, durante o ano inteiro. A cidade transpira felicidade. Ela consta como a cidade com maior qualidade de vida do país, em ranking divulgado pela consultoria Mercer, empresa canadense que atua em 44 países. Assim é a Brasília que é Brasil.

*Francisco Maia é Presidente do Sistema Fecomércio-DF (Fecomércio, Sesc, Senac e Instituto Fecomércio).
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Blog do Paulo Roberto Melo

[name=Blog do Paulo Melo] [img=https://2.bp.blogspot.com/-SMQa2r91n1w/WxcuM5dFiAI/AAAAAAAAHbE/-xMkvHecaMMxZr2u27V4lWwHMKY6IgyqgCK4BGAYYCw/s0/BLOG-DO-PAULO-MELO-ELEI%25C3%2587OES-2018.png] [description=Sou formado em Gestão Pública pela UCDB e Gestão Empresarial na UNIPLAN, já cursei Ciência Política na UDF, trancando no 3° período. Também cursei Ciências Contábeis na UPIS.Tenho pos graduação em Gerenciamento de Projetos pela Uniandrade e MBA em Marketing pela FGV..] (facebook=Facebook.com) (twitter=Twitter.com) (instagram=Instagram.com) (bloglovin=Blogvin.com) (pinterest=Pinterest.com) (tumblr=Tumblr.com)