sábado, 17 de dezembro de 2016

Entenda como Marconi Perillo quebrou Goiás

O pacote de ajustes que o governador Marconi Perillo (PSDB) enviou para a Assembleia Legislativa na terça-feira, 13, é um verdadeiro massacre ao servidor público estadual. Entre as medidas propostas pelo Palácio das Esmeraldas está o fim dos quinquênios, congelamento de promoções, corte de gratificações e até revogação de auxílios já concedidos


Em resposta, servidores avaliam que Marconi elege os funcionários públicos como alvo exclusivo de pseudo desequilíbrio nas contas do governo. 

Em carta aberta aos deputados, o Fórum em Defesa dos Servidores e dos Serviços Públicos em Goiás, formado por diversas entidades, reclamam da perseguição do governo ao segmento. “Nos últimos seis anos (desde que Marconi voltou ao governo), os servidores foram eleitos como fonte de um propalado desequilíbrio nas contas”, mostra o documento. 

A carta ataca abertamente a falta de credibilidade do governo de Marconi em promover reformas, já que continua gastando com shows, verbas secretas, além das denúncias de corrupção envolvendo a Agetop e a Saneago, entre outros órgãos. Há tempos o Blog detalha a farsa das reformas propostas por Marconi e relata os gastos exorbitantes do Palácio e a falta de prioridades em contraponto ao massacre promovido contra servidores.

O projeto de Poder do governador Marconi Perillo (PSDB) parte de uma premissa nada republicana: ‘vale tudo, só não vale perder’. Assim, o tucano sempre pôs em prática uma lógica perversa para se manter no comando do Estado por longos 20 anos. Nesse período, Marconi quebrou o Estado nas duas vezes (2006 e 2014) em que esteve prestes a ser apeado do Palácio das Esmeraldas, além de se unir a um grupo criminoso para voltar, a qualquer custo, ao cargo em 2010. 

A crise que Goiás enfrenta e que agora elege exclusivamente os servidores públicos como vilões precisa ser contada em etapas, ano a ano. Aqui, o Goiás Real detalha passo a passo como Marconi agiu nos últimos anos fazendo com que o Estado chegasse na penúria em que encontra atualmente. Veja: 

2010: Após rompimento com o então governador Alcides Rodrigues, Marconi Perillo trabalha de forma pesada para voltar ao governo de Goiás. Na época, por intermédio do então senador Demóstenes Torres, alia-se até ao contraventor Carlinhos Cachoeira para se fortalecer em uma disputa acirrada pelo Palácio das Esmeraldas. 

2011: Eleito, Marconi se voltou contra um acordo entre o governador Alcides e o governo federal para salvar a Celg, já muito dilapidada pelos governos anteriores do tucano. A não realização do acordo foi um péssimo negócio para Goiás, impossibilitou a salvação da empresa que depois viria a ser vendida por um valor infinitamente menor. 

2012: As relações nada republicanas de Marconi para voltar ao governo, em 2010, foram flagradas pelo Ministério Público Federal (MPF), que deflagrou a Operação Monte Carlo e expôs o envolvimento íntimo do governo com o contraventor Carlinhos Cachoeira. Na época, a popularidade de Marconi desabou. 

2013: Para levantar o governo e alavancar seu projeto de reeleição, àquela altura muito ameaçado, Marconi passou a conceder reajustes indiscriminadamente. Também aumentou gastos com todos os programas sociais, com farta distribuição no interior. E, principalmente, conseguiu viabilizar pelo menos 10 bilhões em empréstimos junto ao governo federal, multiplicando a dívida do Estado. 

2014: Com muito dinheiro em caixa, com obras por todo o Estado e distribuição de programas sociais, Marconi conseguiu construir sua reeleição até com certa facilidade. Com tanto poder, levou com ele uma grande bancada de deputados federais e estaduais. A farra com o dinheiro público foi gigantesca, sem nenhum controle e a menor responsabilidade. 

2015: Tão logo passou o pleito, Marconi começou a mostrar que a realidade de seu governo era distante daquela apresentada na campanha. Os programas sociais foram suspensos imediatamente, as obras paralisadas (a maior parte, sem conclusão) e o governo passou a ter dificuldades até para pagar salários. Depois, as reposições dos servidores foram cortadas e diversas leis cortando conquistas foram aprovadas. De lá para cá, o tucano passou a usar a crise nacional para esconder seus malfeitos e justificar tamanho massacre ao funcionalismo.

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