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Líder voluntário focado em educação busca por melhorias sociais investindo em

antigas brincadeiras de rua que resgatam valores


O Projeto Curumim Cultural começou quando Bruno Lopes, 34 anos, gerente de projetos sociais, morador de Samambaia, no Distrito Federal, percebeu que as crianças da localidade onde mora não tinham o costume de brincar ao ar livre. Na quadra em que vive, havia muitas crianças e jovens que dificilmente eram vistos na rua, por diversas razões, como o fácil acesso aos equipamentos eletrônicos e a sensação de insegurança que existe no ambiente externo.

Esses elementos trabalham para que as crianças e adolescentes tenham dificuldades na hora de fazer amizades e conhecer a comunidade. Essa nova geração está habituada a ficar em casa e, portanto, mais propensa ao sedentarismo. Um sentimento de nostalgia trouxe à sua memória seu próprio tempo de menino, quando brincava de queimada, biloca ou bolinha de gude, pião, bete e carrinho de rolimã com seus irmãos e amigos. Após pensar bastante sobre o assunto, Bruno teve então a ideia de desenvolver um trabalho com a garotada da região.

O carrinho de rolimã é o brinquedo preferido; o seu barulho agita as crianças

O projeto Curumim Cultural foi um dos ganhadores do prêmio Viva Voluntário em 2018, na categoria líder voluntário. A premiação é uma parceria entre a Casa Civil da Presidência da República e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, PNUD. A iniciativa visa fortalecer o voluntariado e as organizações da sociedade civil no Brasil.

Além do reconhecimento, o programa criado por Bruno recebeu financiamento de 50 mil reais da Fundação Banco do Brasil para ampliar a sua atuação. Com o prêmio, o idealizador do Curumim Cultural pode investir em um veículo para levar as atividades para toda a região de Samambaia. Em janeiro e fevereiro de 2019, foi realizada a primeira caravana do projeto.

O veículo é uma das ferramentas que tornou o projeto itinerante

A primeira ação do Curumim Cultural, não por acaso ou coincidência, ocorreu justamente em 12 de outubro de 2015, no Dia das Crianças. Foi uma atividade simples, em que Bruno e amigos voluntários incentivaram as brincadeiras de rua. Eles desenharam amarelinha no chão, organizaram corrida de saco e fabricaram brinquedos de lata, como carrinhos e pé-de-lata. O evento, batizado de Dia dos Curumins, fez sucesso com a criançada. Os jogos antigos, para os meninos e meninas acostumadas com videogame e celular, viraram novidade.

O grupo passou a realizar pequenas atividades mensais com os pequenos das redondezas e, aos poucos, conseguiram incluir novos itens no arsenal de diversões, como bolinhas de gude, ioiô, bete e carrinho de rolimã.

Como o objetivo do projeto era resgatar as raízes do brincar, os integrantes buscaram trazer essa mensagem também para o nome e o símbolo da iniciativa. Assim, escolheram o curumim, que significa criança em tupi guarani, para representá-los.

Hoje, o público que frequenta as ações do Curumim Cultural vai além dos primeiros participantes e compreende todas as classes econômicas e faixas etárias. A programação é gratuita e aberta. Embora o direcionamento seja para o público infanto-juvenil, crianças e adolescentes vêm acompanhados de seus pais e responsáveis, que também se envolvem nas atividades. A metodologia do brincar criada pelo Curumim Cultural, que começou em Samambaia Norte, está sendo replicada em outras regiões administrativas do Distrito Federal, como Samambaia Sul e Ceilândia.

Envolvimento de todos

O projeto conquistou com muita rapidez as crianças, mas levou um bom tempo para que os pais fizessem o mesmo. Uma boa parcela de moradores da região, não acostumados, passaram a reclamar do barulho gerado pela correria e agitação dos “curumins”. Devido à preocupação dos pais com os filhos em ambiente externo, o grupo repensou suas atividades, mas não abriu mão da essência do projeto. Foi implementando pacientemente junto aos moradores, esclarecendo e sensibilizando sobre a importância da utilização dos ambientes comunitários. Com essa atitude o projeto pode ser plenamente viabilizado em toda a sua capacidade. Hoje, conta com 72 tipos de brincadeiras.




Para os monitores do Curumim, a ideia de segurança passa pela ocupação e utilização dos espaços públicos. É com a interação dos moradores e o fortalecimento do sentido de pertencimento que a insegurança vai dando lugar a segurança. Para permitir que seus filhos frequentem a rua, os responsáveis também saem de suas casas acompanhando as crianças, o que acaba promovendo encontros, conversas e o resgate da vida em comunidade. Dessa maneira, estimula-se a criação de vínculos entre vizinhos, gerando um ciclo de confiança.

Bruno explica de forma engraçada que “muitas vezes uma mãe pede para outra que dê uma olhada em seu filho enquanto ela cuida de suas tarefas, o que promove uma rede de proteção mútua”. Outras mães, pela credibilidade e confiança simplesmente entregam seus filhos aos monitores e os busca depois.

Adequação, consciência e cooperação são iniciativas adotadas pelo grupo, que incentiva a participação de todos nas atividades e no cuidado com o espaço público, afina se há o uso é preciso que se cuide. Na localidade em que o Curumim Cultural iniciou suas atividades, existem 12 conjuntos de edifícios e todos são convidados a participar das ações. A partir do momento em que a comunidade se apropria de um local compartilhado, os moradores passam a mantê-lo. O projeto não se preocupa só com a criança de hoje, mas no investimento em atitudes assertivas que promovam um melhor cidadão no amanha.

Segurança

Em Samambaia, são constantes os relatos de furtos e roubos. Luci Severiano, 32 anos, teve o celular levado por um assaltante. Ela conta que ao chegar em casa, em uma quadra do centro da cidade, um homem se aproximou a pé e mostrou uma arma. “Ele levou meu celular e minha mochila com tudo dentro, roupa e dinheiro. Se vacilar, aqui as pessoas roubam mesmo. Tem que andar atenta o tempo todo, aqui do pequeno ao mais velho todos correm perigo”. Um outro problema segundo ela, são os usuários de drogas e os moradores de rua, que intimidam muito.

Em uma semana, Regina Lopes de Souza, 25, foi assaltada duas vezes. Em uma delas, um homem armado com uma faca levou o celular. Na outra, ela esperava o ônibus na parada, quando um carro com quatro suspeitos se aproximou. Eles levaram a bolsa da estudante com documentos e dinheiro. “Só ando com bolsa pequena e olhando para os lados o tempo todo”. A mãe dela, Fátima Souza, 52 anos, esconde os pertences na roupa. “O desemprego e a falta de educação influenciam na insegurança. Hoje andamos com medo, assustadas”.

Segundo o serralheiro Amiltom da Costa, 49 anos, “a polícia não aparece aqui, mas eu até entendo, porque é muito roubo para pouco policial. Eu reforcei a segurança com alarme e portão elétrico, e só abro para as pessoas que não considero suspeitas”. Ele explica que não faz mais registro de ocorrências, porque acredita que não faz diferença.

Em nota, a Polícia Militar ressaltou que faz muitas rondas em Samambaia e detalhou que o batalhão da cidade está entre os primeiros no DF em número de prisões e apreensões. O Tenente Renner afirma que de 2018 até abril de 2019, o número de roubo a pedestres caiu de 2.042 para 1.779, uma média de quase cinco roubos por dia. Já o tráfico de drogas aumentou na cidade, foram 74 casos em 2017, 110 em 2018 e em 2019 já são 67 casos, informa. Mas, segundo a corporação, a política de soltura de presos e leis benéficas têm sido grandes desafios enfrentados pela polícia do DF.

Crescimento do projeto

Para Bruno, a mídia televisiva vem ajudando no crescimento do projeto através da divulgação. “Desperta a atenção dos moradores, que ficam curiosos, mas satisfeitos com aquilo que é noticiado, que está sendo divulgado como bom a respeito de algo dentro de sua comunidade”. Esse processo, junto com as redes sociais, ajuda no fortalecimento da relação dos moradores com o local onde vivem. Com essa divulgação, o número de participantes cresce e, para atender essa demanda mantendo o padrão, o projeto solicita a colaboração e o envolvimento da comunidade. Doações de materiais para manutenção e fabricação de novos brinquedos e brinquedos ludopedagógicos (bola, balão, corda) são bem-vindas.

Brincar com o filho vai além do entretenimento; essa relação ajuda a fortalecer os vínculos emocionais.

Em 2016, o Curumim Cultural conseguiu acesso a uma verba pública do Fundo de Apoio à Cultura da Secretaria de Cultura do Governo do Distrito Federal. Esse auxílio viabilizou a divulgação e expansão do programa, bem como a aquisição de novos equipamentos, como jogos de tabuleiros, bolas, tacos, raquetes, cordas, entre outros materiais que dão suporte às brincadeiras tradicionais.

Como parte do edital, o projeto realizou atividades mensalmente entre setembro e novembro daquele ano, sempre no último fim de semana do mês. Além disso, conseguiram convidar em torno de 12 grupos para realizar atividades ligadas à cultura, como teatro de bonecos.

Bruno prometeu à comunidade que não deixaria a ação acabar ao fim do patrocínio. Desde então, todo último fim de semana do mês, o Curumim Cultural sai às ruas de Samambaia para realizar suas atividades. A profissão de Bruno, de coordenador de projetos sociais, o ajudou a montar o programa de maneira sustentável, de modo que não são necessários investimentos altos para manter seu funcionamento. O grupo promove atividades também em feiras, festas e festivais.

Os benefícios das brincadeiras

Bruno acredita que brincadeira é coisa séria, tão séria a ponto do entretenimento ser peça essencial para a formação da criança. O interesse profissional de Bruno é totalmente voltado para a área da educação e seu grande desejo é desenvolver um método que promova o aprendizado a partir da diversão. “Pesquisando a Base Curricular Nacional e a do Distrito Federal, percebemos que cerca de 80% dos conteúdos e objetivos que a escola visa atingir podem ser feitos se adaptando e utilizando brinquedos e brincadeiras variadas”, explica o idealizador. Ele conta que incluiria noções de geografia no jogo do pique bandeira, por exemplo, ensinando os jovens a identificar as bandeiras de estados brasileiros e abordando a divisão geográfica do país.

O momento da brincadeira é uma oportunidade de desenvolvimento para a criança

Bruno explica que a forma de educar não pode ser engessada, e por mais que pareça, não fala pela conveniência do projeto que idealizou, mas que o trabalho com brincadeiras é muito completo e, além de muito positivo para a educação e formação infantil, é benéfico também para a saúde, considerando o conceito da Organização Mundial da Saúde (OMS) que inclui saúde física, mental e social. As atividades desenvolvidas pelo Curumim Cultural vão além daquilo que os olhos mostram; buscam desenvolver o lado emocional, a psicomotricidade, as relações sociais e a saúde física das meninas e meninos.

“Os jogos trabalham a euforia de ganhar, a empatia de torcer por um colega, o apoio aos companheiros que perdem e as relações em geral. As crianças não se conheciam antes das atividades começarem, agora eles se conhecem, saem para brincar juntos”, conta Bruno.

As atividades do Curumim consideram também a participação infantil e da comunidade para que meninos, meninas e seus pais se tornem multiplicadores do projeto. O grupo tem como objetivo conscientizar sobre a ideia do “brincar livremente”, sem o acompanhamento de um regente, a fim de permitir que as atividades sejam disseminadas e não dependam da ação direta deles.

Especialista

Para psicóloga Graziela Rodrigues, especialista em educação infantil, por meio das brincadeiras é possível apresentar para uma criança a gama de possibilidades de aprendizagem e de desenvolvimento intelectual. Brincar é coisa séria, seja através de brincadeiras dirigidas ou livres, o indivíduo apreende as informações do meio em que está inserido, absorve as informações de condutas, de regras, de limite, além de proporcionar uma aproximação do mundo imaginário com o mundo real, permitindo-lhe o desabrochar de sua criatividade.
Graziela comenta que quanto mais variável for a brincadeira, mais elementos serão oferecidos para o desenvolvimento mental e emocional infantil. Nas brincadeiras infantis as crianças vivem situações ilusórias e aprendem a elaborar o seu imaginário, podendo até buscar a realização de seus sonhos e desejos.

A especialista afirma que a ação de brincar é muito importante na infância porque “cria uma zona de desenvolvimento proximal da criança.” Quando uma criança brinca, ela modifica os hábitos e comportamentos usuais, mostrando-se mais e em maior grandeza.

Desta forma, o brincar passa a ser um fator de conscientização de papéis sociais e de normas que a sociedade quer transmitir de acordo com seus padrões.

Através do brincar a criança demonstra a capacidade para lidar com dificuldades psicológicas, como dor, medo, perda e ansiedade. Contudo, segundo a psicóloga é prudente ressaltar a preservação da autenticidade que a criança confere aos seus brinquedos. As crianças que brincam aprendem a significar o pensamento dos parceiros por meio da meta cognição, típica dos processos simbólicos que promovem o desenvolvimento da cognição e de dimensões que integram a condição humana
O faz de conta, o amiguinho imaginário e a fala interior são brincadeiras que fornecem ampla estrutura para mudanças e evolução das necessidades da consciência. Segundo a psicóloga, o faz de conta é uma atividade complexa, lúdica que desencadeia o uso da imaginação criadora. Pelo faz de conta a criança pode reviver situações que lhe causam excitação, alegria, medo, tristeza, raiva e ansiedade.

A brincadeira é cada vez mais entendida como atividade que, além de promover o desenvolvimento integral das crianças, incentiva a interação entre os iguais e a resolução construtiva de conflitos. Brincar é prazeroso, eficaz e mostra grandes resultados capazes de abranger os diversos campos da aprendizagem.



Box: Tipos de brincadeiras e a faixa etária ideal para cada uma.

Fabiana Jurca Dadas, psicóloga que trabalha com crianças e adolescentes, mostra o tipo de brincadeira ideal para cada faixa etária. Até 1 ano de idade, acontece a fase de maior desenvolvimento do cérebro, o que requer estímulos de todas as formas de percepção. É importante respeitar os limites da criança, dando uma pausa na brincadeira quando ela se cansar.

De 1 a 3 anos, o domínio da linguagem e da locomoção são as descobertas mais importantes dessa fase. Isso sem contar a socialização. “O convívio com outras crianças é enriquecedor. Por isso, frequentar a escola é recomendável”. De 4 a 6 anos as crianças se interessam pelas noções de tempo (ontem, hoje, daqui a pouco) e pelas bases da contagem (um, dois, três). “É importante desenvolver a independência, o autoconhecimento e a criatividade”. Agora, as brincadeiras já podem ser mais estáticas, focadas em jogos e na resolução de problemas.

De 7 a 9 anos, ainda com uma visão global do mundo, sem muita análise e com pouca atenção aos detalhes (habilidades que só serão desenvolvidas após os 8 anos), a criança começa a desenvolver o raciocínio. De 10 a 12 anos, agora com a chegada do pensamento abstrato, a percepção do mundo ganha qualidade. “O pré-adolescente descobre os outros, as diferenças, os problemas e as questões humanas”.

Resultados

Bruno relata que as mudanças causadas pela intervenção do projeto na comunidade são bem visíveis. A primeira delas: trouxe melhorias no relacionamento entre vizinhos. Onde só havia monólogo agora há diálogo. A segunda: a comunidade passou a se reunir, aproveita o momento em grupo e se mobiliza para construir. O Parque da Biloca e a Roda Cultural são exemplos, tudo na forma de mutirão.

A terceira: o grupo incentivou também o plantio de árvores na região. No início, montaram o Pomar do Cerrado, com 12 espécies nativas desse bioma. Cada um dos 12 blocos da quadra 604 é encarregado de uma árvore, o que encoraja a participação contínua dos moradores no cuidado da vizinhança. Desde o começo dessa divisão de tarefas, foram plantadas mais 26 árvores. A quarta: o cuidado com a limpeza e o descarte do lixo onde são realizadas as atividades do Curumim.

A quinta: o fortalecimento da economia local. Devido a um aumento na demanda por brinquedos clássicos, como piões, bilocas e pipas, pessoas da comunidade começaram a comercializá-los. Os voluntários do Curumim Cultural passaram a atuar como oficineiros, brinquedistas, monitores e animadores em festas e festivais, criando mais fontes de geração de renda. O marceneiro Danilo Souza, morador da cidade, é uma dessas pessoas. Ele comenta que o projeto trouxe melhorarias na renda. “Tenho recebido algumas encomendas dos brinquedos que o Curumim usa. O preferido das crianças é o carrinho de rolimã”.

Além do desenvolvimento da linguagem, o brincar promove a habilidade motora

Depoimentos

Andrea Mara, 34 anos, mãe de Lucas de 9 anos, mora próximo ao estacionamento da escola 604 em Samambaia, acompanha o projeto desde o início. Para ela “é muito gratificante ver pais e filhos se divertindo”. Comenta ainda que ficava de longe, mas que aos poucos passou a se envolver nas brincadeiras.

Thais Xavier, 30 anos, mãe do Enzo com 5 anos e Vitor com 3 anos, também mora próximo da escola. “Levo sempre meus meninos para brincar, é bom demais. Esse projeto foi uma das melhores coisas que aconteceu aqui em Samambaia. O tio Bruno é uma benção”.

Sellasie Júnior, 49 anos, é diretor da escola da 604 norte em Samambaia desde 2017 e conta que se tornou parceiro do projeto. Para ele “Bruno é um grande parceiro da escola e da educação. Seu trabalho melhorou muito a conduta das crianças dentro da escola e no relacionamento familiar”. Selassie comenta ainda que o Curumim é um grande influenciador do bom rendimento escolar.

Cátia Cândido, 51 anos, professora do Centro de Educação Infantil da 210 em Samambaia, se diz apaixonada pelo Curumim Cultural. “Aqui na escola as crianças adoram as brincadeiras é muito divertido, tudo é feito com muita atenção, dedicação e carinho por parte do Bruno e sua equipe”.
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Blog do Paulo Roberto Melo

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