Eu faço a minha parte: como descartar EPIs e o lixo domiciliar de pessoas contaminadas



Ministério Público lançou campanha para valorizar a coleta seletiva e a gestão adequada dos resíduos, além de alertar sobre cuidados com o descarte de material contaminado para garantir a segurança e saúde de catadores




Com o crescente aumento do número de casos de Covid-19 no Distrito Federal, o descarte do lixo domiciliar durante a pandemia demanda atenção especial do poder público e da sociedade. Para tratar da gestão de resíduos durante este período, a campanha do Ministério Público “Coleta seletiva: eu faço a minha parte” reuniu orientações sobre os cuidados necessários com o lixo residencial de pessoas contaminadas por Covid-19.

Para o promotor de Justiça de Defesa do Meio Ambiente Roberto Carlos Batista, o momento atual, em que a coleta seletiva retorna progressivamente após a suspensão para a segurança dos catadores, é uma oportunidade de dar mais atenção ao descarte de resíduos sólidos domiciliares. Também é uma oportunidade de reaprender a fazer a separação, especialmente nos lares em que há alguém com o vírus ou sob suspeita. “Todo cuidado é fundamental para evitar que a infecção se espalhe pelas ruas e entre os catadores e funcionários de limpeza urbana”, afirmou.

Cleusimar Andrade, da cooperativa Recicle a Vida, conta que o trabalho precisou ser adaptado para a realidade da pandemia. “Agora, com a retomada da coleta seletiva, ficamos com material isolado por 48 horas antes da triagem. Também é obrigatório o uso de óculos e máscaras de proteção. Foram comprados medidores de temperatura, melhorados os lavatórios nos centros de triagem e disponibilizado álcool em gel. Os trabalhadores que fazem parte do grupo de risco estão afastados e estamos trabalhando em turnos alternados, para realizar o distanciamento social”, explicou. Ele manda uma mensagem para a população: “Nós precisamos cuidar dos trabalhadores e pedimos a ajuda de toda a população na hora de descartar lixo das residências com pessoas infectadas, e também para não jogarem direto nas lixeiras as máscaras e luvas”.

Um manual foi criado pelo Serviço de Limpeza Urbana (SLU) para orientar moradores sobre o manuseio de resíduos contaminados. Recomenda-se que sejam utilizados dois sacos de lixo para o descarte e que, depois de lacrados, o exterior do segundo saco seja borrifado com solução para a desinfecção. Ela pode ser feita em casa com 50 ml de água sanitária (cinco colheres de sopa) diluídos em um litro de água. Também é importante colar no saco a seguinte mensagem de alerta: “Resíduos contaminantes desinfectados com água sanitária”.

Dentro de casa, o lixo deve ficar em uma lixeira com tampa hermética e exclusiva para o acondicionamento de todo resíduo utilizado pela pessoa contaminada e por aqueles que estiverem em contato direto com ela. Ao abrir a lixeira, deve-se usar o spray de desinfecção para borrifar o conteúdo. Deve-se sempre utilizar máscaras e luvas ao se aproximar do doente.

Para obter o manual, acesse aqui. O SLU também publicou vídeo em suas redes sociais com as orientações. Para acessar, clique aqui.

Máscaras e luvas
Em tempos de pandemia, o uso de equipamentos de proteção individual (EPIs) está incorporado em nossa rotina. O descarte de máscaras e luvas também deve seguir algumas orientações simples, mas essenciais, para reduzir a propagação do vírus. Nas ruas do Distrito Federal, as máscaras caseiras de material lavável estão sendo amplamente utilizadas e tem como benefício o reaproveitamento contínuo, desde que com a correta higienização. 

Máscaras de material não lavável e luvas não devem ser jogadas diretamente nas lixeiras. É orientado o descarte, preferencialmente, em dois sacos plásticos fechados: um para receber o equipamento e o outro por fora para criar uma barreira adicional de proteção. Depois disso, pode ir para a lixeira. Jogue, preferencialmente, no lixo do banheiro. Se não for possível, descarte em uma lixeira comum. 

Campanha
Com o tema: “Coleta seletiva: eu faço a minha parte”, a iniciativa é uma parceria do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) com o Ministério Público do Trabalho (MPT) e o Ministério Público de Contas para divulgar orientações sobre a importância da coleta seletiva.

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