-->



Theme Layout

Theme Translation

Trending Posts Display

Home Layout Display

Posts Title Display





















404

Página não encontrada

Início

Opção por tratamentos novos ainda sem comprovação científica ou questionados pela literatura médica pode trazer riscos para pacientes



A evolução dos tratamentos de Reprodução Assistida vem reacendendo as esperanças de casais que precisam da ajuda da ciência para constituir e aumentar a família. Desde a descrição da primeira gravidez com o uso da fertilização in vitro, em 1978, e o nascimento de Louise Brown, a medicina reprodutiva foi beneficiada por um acelerado avanço tecnológico, o que tem permitido o surgimento de novos procedimentos. Mas, conforme orienta a Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida (SBRA), é preciso ter prudência na escolha do procedimento, já que muitos não têm comprovação científica, o que pode levar a efeitos adversos ou até mesmo reduzir as chances de gravidez, além de aumentar os custos do tratamento.


A realização de inseminação artificial doméstica é um dos métodos que vem ganhando adeptos a cada dia e preocupa especialistas da área. O ginecologista e ex-presidente da SBRA Selmo Geber adverte que a realização de tratamentos de reprodução assistida de forma caseira, ou seja, sem os cuidados de um médico experiente ou condições sanitárias adequadas, é muito preocupante. “Além dos riscos de contaminação, esses tratamentos podem trazer perigo para a saúde da mulher e do feto. São procedimentos arriscados, realizados sem nenhum acompanhamento, que podem resultar em doenças e infecções graves”, diz.


Para o ginecologista, casais com dificuldade para engravidar precisam ter o acompanhamento de um médico com experiência em reprodução humana, que vai realizar toda a investigação necessária para identificar as causas da infertilidade e apontar as melhores alternativas para solucionar o problema de forma personalizada, preservando a fertilidade do casal e conseguindo uma gravidez saudável e tranquila. “O ideal é ter um médico de confiança e com experiência científica comprovada. Com a assistência adequada, a grande maioria dos pacientes pode superar os obstáculos e realizar o sonho de forma segura”, orienta.


Geber também pontua a existência de procedimentos novos que já vêm sendo usados, mas precisam de comprovação científica para alcançarem resultados satisfatórios e eficientes para quem objetiva uma gestação futura . “Podemos citar a injúria endometrial e as terapias imunes, que têm relação com o útero mas não apresentam nenhum efeito positivo comprovado no sentido de aumentar as chances de gravidez, além de oferecerem riscos de efeitos adversos nas pacientes”, diz.


Em relação à injúria endometrial, o médico explica que consiste na realização de uma lesão no endométrio que visa aumentar as chances de sucesso da implantação do embrião. Mas, segundo explica o especialista, apesar de não oferecer risco para a saúde da paciente, assim como acontece com as terapias imunes, é um procedimento doloroso e não apresenta eficiência comprovada.


Já no rol dos novos procedimentos relacionados ao embrião, Selmo Geber faz um alerta para o uso da biópsia embrionária como técnica de rotina, como é o caso do PGT-A (teste genético pré-implantacional para aneuploidias), que pode impactar nos resultados quando utilizado inadequadamente. “Sem a indicação necessária, essa biópsia pode representar riscos para o caso: além de aumentar muito o custo do tratamento, pode reduzir a taxa de gravidez”, alerta.


O médico ainda chama a atenção para o uso de tecnologias mais atuais no acompanhamento do desenvolvimento embrionário em tempo real, como é o caso de incubadoras time-lapse, recurso que, além de aumentar o custo do tratamento, não tem comprovação quanto às chances de gravidez. Segundo ele, diversos estudos mostram a eficiência deste recurso para a análise e seleção embrionárias, mas é bom ter prudência na sua utilização.


“Até o momento, não temos certeza de que essa seleção possa aumentar a chance de gravidez ou reduzir o risco de aborto. Neste sentido, por se tratar de uma tecnologia extremamente cara, consideramos que é preciso aguardar mais tempo para que outras pesquisas apontem novos dados a fim de que possamos avaliar se o custo-benefício do seu uso compensa”, finaliza.


A presidente da SBRA, Hitomi Nakagawa, também cita novos procedimentos na área de reprodução assistida usados atualmente e ainda sem comprovação científica. “Todos os avanços tecnológicos, como o uso de substâncias ‘off label’ (fora do contexto para o qual foram aprovados), podem até trazer benefícios identificáveis no futuro, mas faz-se necessária a pesquisa para identificar qual pessoa será beneficiada e quais procedimentos devem ser evitados”, aponta.


A médica ressalta que as pacientes interessadas em realizar a reprodução assistida procurem informações seguras a respeito do procedimento mais adequado, tendo em vista o aparecimento de novas metodologias, inclusive aquelas que podem ser feitas em casa.


“Por isso, nos últimos anos, temos nos esmerado em fornecer informações atualizadas e contamos com profissionais de altíssimo nível creditados pela SBRA a fim de orientar sobre os vários questionamentos que têm surgido nas mídias, bem como fortalecer relações com entidades científicas afins, nacionais e internacionais, no intuito de trocarmos experiências, reforça.


Leave A Reply

DANNTEC ENGENHARIA

Blog do Paulo Roberto Melo

[name=Blog do Paulo Melo] [img=https://2.bp.blogspot.com/-SMQa2r91n1w/WxcuM5dFiAI/AAAAAAAAHbE/-xMkvHecaMMxZr2u27V4lWwHMKY6IgyqgCK4BGAYYCw/s0/BLOG-DO-PAULO-MELO-ELEI%25C3%2587OES-2018.png] [description=Sou formado em Gestão Pública pela UCDB e Gestão Empresarial na UNIPLAN, já cursei Ciência Política na UDF, trancando no 3° período. Também cursei Ciências Contábeis na UPIS.Tenho pos graduação em Gerenciamento de Projetos pela Uniandrade e MBA em Marketing pela FGV..] (facebook=Facebook.com) (twitter=Twitter.com) (instagram=Instagram.com) (bloglovin=Blogvin.com) (pinterest=Pinterest.com) (tumblr=Tumblr.com)