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Pandemia forçou Kim Jong Un a recuar; mundo deve se preparar para seu ressurgimento

Covid-19 é desafio para líder, já que fronteiras da Coreia do Norte estão fechadas há quase dois anos, bloqueando o comércio e ajuda humanitária

Montagem com fotos de Kim Jong-un em 8 de fevereiro (esquerda) e 15 de junho deste ano evidencia rosto mais magro do ditador norte-coreano — Foto: KCNA via AP

Há dez anos, o mundo assistiu ao jovem Kim Jong Un caminhar solenemente ao lado do carro fúnebre de seu pai, em uma manhã de neve em Pyongyang, enquanto norte-coreanos desesperados choravam de tristeza.

O longo casaco preto de Kim e o seu penteado, reminiscências de seu falecido avô Kim II Sung, foram vistos como um esforço superficial para imitar a autoridade de seus antepassados.

Mas o herdeiro da liderança norte-coreana, de 20 e poucos anos, rapidamente cresceu nesse papel, e os observadores da Coreia, que eram céticos sobre seu governo, agora esperam que ele permaneça no poder indefinidamente – desde que a sua saúde se mantenha.

É uma mudança marcante desde os primeiros dias, quando Joseph Yun, ex-representante especial dos EUA para a Coreia do Norte, se lembra de Kim como um objeto do ridículo.

Por um tempo, havia muitas caricaturas negativas de Kim Jong Un na Coreia do Sul e na China, quase zombando dele. Era muito difícil para o público internacional – Coreia do Sul e América – levá-lo a sério”, lembra ele.

Essa visão mudou rapidamente quando o jovem Kim mostrou uma crueldade e determinação que desmentiam sua idade.

Kim não hesitou em expurgar ou executar até mesmo aqueles mais próximos a ele, em uma tentativa de aumentar seu controle sobre o poder. Seu poderoso tio Jang Song Thaek, que já foi suposto mentor de Kim, foi executado em 2013 por “tentar derrubar o governo”, segundo um relatório da mídia estatal.

E o meio-irmão mais velho do governante, Kim Jong Nam, foi assassinado com o agente químico VX no aeroporto de Kuala Lumpur, na Malásia, em 2017, enquanto vivia no exílio, embora a Coreia do Norte negue qualquer responsabilidade pelo descarado assassinato.

Agora, poucos questionam a autoridade de Kim, mas alguns especialistas temem que seu poder consolidado possa encorajá-lo a assumir riscos maiores – e que, à medida que a Covid-19 leva a Coreia do Norte a se tornar mais isolacionista, seu líder só se tornará mais perigoso.

A formação de um líder

Kim Jong Un fez seu primeiro discurso público no centenário do nascimento de seu avô, Kim II Sung, em abril de 2012 – uma das datas mais importantes no calendário da Coreia do Norte.

Foi uma mudança marcante do estilo de seu pai Kim Jong II, cuja voz mal era ouvida em público.

O jovem líder ficou no pódio trocando o peso de seu corpo de um pé para o outro como um estudante faria, enquanto fazia um discurso prometendo defender os últimos desejos de seu pai de construir um país socialista forte.

Menos de um ano depois, em fevereiro de 2013, Kim Jong Un conduziu seu primeiro teste nuclear – o terceiro na história da Coreia do Norte – um movimento provocativo interpretado como a mensagem de Kim ao mundo, especificamente aos EUA, de que ele deveria ser levado a sério.

Na mesma época, Kim anunciou sua política de “Pyongjin” para desenvolver simultaneamente o programa nuclear e a economia.

Nos anos seguintes, a Coreia do Norte se dedicou ao desenvolvimento de suas capacidades militares, não se limitando aos mísseis balísticos intercontinentais (ICBMs, na sigla em inglês).

Vários mísseis de curto e médio alcance também foram testados e mais três explosões nucleares subterrâneas foram detonadas.

A diversificação que estamos vendo na Coreia do Norte é intrigante, considerando os recursos limitados do país”, disse Ankit Panda, membro sênior da Stanton no think-tank Carnegie Endowment for International Peace.

O que vemos é realmente mais de 10, cerca de 15, sistemas de entrega em potencial nuclear em desenvolvimento. É realmente notável”.

Além de desenvolver as forças armadas do país, Kim também alcançou uma vitória diplomática que nem seu pai, nem seu avô puderam alcançar em seus governos muito mais longos – uma reunião com um presidente americano em exercício.

Kim se encontrou com o então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em Singapura em 2018, em uma reunião considerada uma oportunidade para estabelecer novas relações entre as nações.

Durante a viagem, Kim caminhou livremente pelo centro de Singapura acenando para as pessoas, algo que seria impensável para seu pai ou avô, cujas aparições públicas sempre foram tratadas com meticulosidade.

Yun disse que o encontro de Kim com Trump significava que ele estava “assumindo, se estabelecendo como um líder regional que tem um lugar na história”.

Uma série de encontros com líderes mundiais, incluindo Trump, o presidente chinês Xi Jinping, o presidente russo Vladimir Putin e o presidente da Coreia do Sul Moon Jae-In, produziram poucos resultados tangíveis e fizeram pouco progresso na resolução da questão nuclear da Coreia do Norte, mas elevaram o perfil global de Kim Jong Un e da Coreia do Norte.

A criação do “Kimjongunismo”

Quando Kim foi aprovado como “Secretário Geral” no 8º Congresso do Partido dos Trabalhadores da Coreia, em janeiro, os retratos de seu pai e avô foram removidos das paredes do local, segundo imagens do evento publicadas pela mídia estatal.

Especialistas e o Ministério da Unificação da Coreia do Sul veem a remoção como um sinal de que Kim está chegando ao nível de seus antecessores.

A agência de espionagem da Coreia do Sul informou aos legisladores do país que a Coreia do Norte começou a usar internamente o neologismo “Kimjongunismo”. Reportagens sobre a excelência de Kim, até o nível de idolatria, surgiram na mídia estatal.

Este mês, a Agência Central de Notícias do regime (KCNA, na sigla em inglês) descreveu Kim como “o professor excepcional que indica o caminho de maneira brilhante […] com sua sabedoria ideológica e teórica únicas”.

Cheong Seong-chang, diretor do Centro de Estudos sobre a Coreia do Norte no Instituto Sejong, vê essas reportagens como uma estratégia deliberada da Coreia do Norte para diferenciar o “Kimjongunismo” das ideologias de Kim Jong II e Kim II Sung.

Ele diz que o “Kimjongunismo” prioriza as pessoas, ao contrário de seu pai, que colocava o desenvolvimento militar acima de tudo. As políticas de Kim também clamam por patriotismo e a construção do estado norte-coreano, um afastamento das ambições de seu avô por um estado socialista impulsionado por um desejo de autossuficiência.

Duyeon Kim, membro sênior do Center for a New American Security, diz que Kim parece estar tentando traçar seu próprio caminho. “Ele certamente parece estar tentando sair das sombras de seu pai e avô e trazer toda a atenção para ele”, disse ela.

Segundo Cheong, este não é um movimento único de Kim Jong Un. Ele diz que o avô de Kim, que aceitou incondicionalmente o marxismo-leninismo no início de seu governo, passou a buscar a sua própria linha independente em seus 10º anos, e Kim Jong II começou a promover sua ideologia ao lado do Juche ou ideologia de autossuficiência de Kim II Sung em 1985, 11 anos depois que ele assumiu o poder.

Mas, ao contrário de seus antecessores, que pintaram o quadro de um paraíso na Terra e não reconheceram nenhuma deficiência, Kim está disposto a admitir áreas que precisam ser melhoradas, como a situação alimentar “tensa” do país.

A próxima década será crucial para o “Kimjongunismo”, enquanto Kim busca cumprir sua promessa de melhorar a vida das pessoas, apesar de ser restringido por rígidas sanções internacionais. Ao contrário de seus antecessores, Kim encorajou uma combinação de economia de mercado – que permite às pessoas lucrar – com economia planejada que limita o ganho individual.

No entanto, a inesperada pandemia global pode ser o maior desafio na busca pelo “Kimjongunismo”. As fronteiras da Coreia do Norte estão fechadas há quase dois anos desde o início da pandemia, bloqueando quase todo o comércio e a ajuda humanitária.

A Coreia do Norte tem uma escassez crônica de alimentos de cerca de um milhão de toneladas por ano, de acordo com o governo sul-coreano.

O Ministério da Unificação da Coreia do Sul disse que alguns itens relacionados a alimentos estão apresentando “um aumento acentuado” no preço e “a volatilidade dos alimentos e das necessidades diárias em geral está aumentando à medida que a situação de fechamento da fronteira se prolonga”.

A maior dificuldade que a Coreia do Norte está enfrentando agora é que nem mesmo a Coreia do Norte sabe quanto tempo esse isolamento vai durar”, disse Cheong.

O que isso significa para o mundo?

A Coreia do Norte não testa mísseis desde outubro. Mas este hiato não deve ser compreendido como uma mudança na estratégia da Coreia do Norte – especialistas dizem que pode até significar o oposto.

Alguns especialistas acreditam que a pausa possa estar ligada ao importante calendário chinês do ano que vem – com as Olimpíadas de Inverno e com o Congresso do Partido Comunista em 2022.

A China não quer nenhuma bagunça antes das Olimpíadas em Beijing nem uma situação instável com a península coreana antes do seu próprio congresso, então acho que essa é uma razão-chave do porquê a Coreia do Norte ainda não tenha feito nenhum teste de mísseis ou testes nucleares porque isso iria desagradar tremendamente a China,” disse Yun, ex-representante especial dos EUA para a Coreia do Norte.

É esperado que a Coreia do Norte continue a trabalhar com planos arranjados por Kim em janeiro, incluindo o desenvolvimento de de armamento tático nuclear, mísseis hipersônicos, ICBM propelidos a combustível sólido, um submarino nuclear e armas nucleares estratégicas de lançamento subaquático.

E existem sinais de que o país continua avançando o seu programa nuclear enquanto as conversas com os EUA continuam paradas.

De acordo com relatórios da Agência Internacional de Energia Atômica (IAEA) e outros, a atividade em um reator no principal complexo nuclear em Yongbyon, que aparentemente tinha sido desligado desde dezembro de 2018, parece ter sido retomada.

Historicamente, o desenvolvimento dos programas de mísseis balísticos e nucleares da Coreia do Norte foram acelerados durante períodos em que o país não está unido por acordos com – ou que envolvem – os EUA para restringir os programas de armas de destruição em massa,” diz Laura Rockwood, diretora da Open Nuclear Network (Rede Nuclear Aberta, em tradução livre) e ex-chefe da seção para não-proliferação e elaboração de políticas na IAEA.

Enquanto Trump concordou com a cúpula de Singapura com poucas obrigações, a política dos EUA em relação à Coreia do Norte geralmente insistiu na pré-condição do cometimento da Coreia do Norte em relação à desnuclearização.

Rockwood, porém, adiciona que seria mais produtivo engatar negociações com a Coreia do Norte com um olhar inicial para o controle de armas, antes de qualquer progressão à uma possível desnuclearização.

Infelizmente, a Coreia do Norte não está no topo dos compromissos em Washington no momento. A situação aparentemente estável do regime sob forte controle de Kim no poder pode levar a administração de Biden a pensar que pode focar em assuntos mais iminentes na região, como China e Taiwan.

Mas especialistas alertam sobre as consequências em não engajar com a Coreia do Norte mais ativamente, uma vez que ela continua a aumentar sua capacidade de construção de armamentos.

O desafio para a Coreia do Norte cresce mês após mês, ano após ano, e o desafio que nós estaremos enfrentando em cinco anos será significativamente diferente”, diz Panda, do Carnegie Endowment for International Peace.

Uma coisa que parece cada vez mais certa é que Kim parece destinado a permanecer como um líder confiante e como um ditador mais difícil de lidar para o mundo.

Enquanto sua saúde física se mantiver, acho que ele continuará pelas próximas décadas”, disse Duyeon Kim, do Center for a New American Security.

E é nesse momento do jogo que é realmente importante nos lembrarmos – que mesmo que a Coreia do Norte não dê grandes passos para alcançar seus objetivos imediatamente ou no médio prazo, a Coreia do Norte sempre foi resiliente, mesmo nos momentos mais difíceis de tempos econômicos”.

FONTE: CNN BRASIL | EDIÇÃO: REDAÇÃO GRUPO M4

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