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Após discurso do governador, distritais apontaram falhas na gestão da saúde. Chico Vigilante reproduziu áudio o de homem que espera a amputação da perna no Hospital de Base

Foto: Bruno Sodré/CLDF


A primeira sessão ordinária da Câmara Legislativa do Distrito Federal, realizada na tarde desta terça-feira (1), teve a saúde como o assunto mais abordado pelos deputados distritais. A sessão teve um início com caráter solene para a abertura dos trabalhos legislativos de 2022, que contou com a presença do governador Ibaneis Rocha. Em seguida, os deputados ocuparam a tribuna e abordaram problemas na saúde pública.

O deputado Leandro Grass (Rede) relatou vários problemas na área de saúde e voltou a defender a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar irregularidades no Instituto de Gestão Estratégica de Saúde (IGESDF). “Temos ainda mais alguns meses para darmos respostas que a população espera há mais de dois anos, principalmente sobre a gestão da saúde pública da nossa cidade”, disse apontando problemas, que segundo ele instalaram “o caos” na saúde. “Claro que já tínhamos problemas na saúde, mas podemos afirmar que esta é a pior gestão da saúde de todos os tempos. Nós precisamos, como Legislativo, dar respostas para a sociedade”, completou.

A deputada Arlete Sampaio (PT) discordou do governador Ibaneis Rocha, que momentos antes disse que a terceira onda da Covid pegou a todos de surpresa. Na opinião da distrital, qualquer técnico da saúde sabia que isso iria acontecer. Para ela, também não é verdade que a variante não é perigosa. Arlete acredita que a situação só não é pior por causa da vacinação. “Os casos mais graves são de pessoas que não tomaram a vacina ou não completaram a imunização. Mas o governo deveria ter se planejado melhor para enfrentar a terceira onda”, assinalou.

O deputado Fábio Felix (Psol) também criticou o pronunciamento do governador, que, segundo ele, “pintou uma cidade das maravilhas”, num contexto de agravamento da pandemia e das condições sociais. “Me preocupa o discurso do governador, porque é um discurso como se as coisas estivessem bem no DF, como se o desemprego não tivesse aumentado, como se a desigualdade não tivesse se agravado, como se as filas não estivessem cada vez maiores nos hospitais. Mas esta não é a cidade real. Esta é a cidade do buraco, da saúde falida, das grandes filas para fazer um teste de Covid”, analisou, acrescentando que o projeto político do governo fracassou na saúde.

Já o deputado Chico Vigilante (PT) preferiu apresentar um drama real que está acontecendo atualmente no hospital de Base para contestar o discurso do governador. Segundo o parlamentar, o cidadão Raimundo Gusmão foi internado há mais de um mês no hospital para tentar salvar uma perna, após sofrer um acidente e ter os pinos colocados em uma cirurgia avariados. Após a longa espera, de acordo com Vigilante, a perna do paciente agora está apodrecendo enquanto aguarda cirurgia de amputação. “Sabe governador Ibaneis, esta é a realidade que está acontecendo hoje no hospital de Base. Dramas parecidos estão acontecendo em outros hospitais, pessoas intubadas morrendo no corredor. Portanto governador, ou dá um cavalo de pau e bota a saúde para funcionar, ou a população vai continuar desassistida”, sentenciou o distrital.



Na avaliação do deputado Prof. Reginaldo Veras (PDT), o IGESDF é uma completa bagunça e não tem nada de estratégico. “Não foi feito para funcionar, foi feito para roubar, funciona como cabide de emprego. Temos que continuar insistindo na CPI do IGES, que vai revelar muitos monstros”, concluiu.
Já a deputada Júlia Lucy (Novo) afirmou que a Câmara não pode aprovar a prorrogação do estado de calamidade pública. De acordo com ela, a Casa não pode mais aceitar o discurso do caos para liberar contratações sem licitação. A deputada também defendeu a instalação da CPI do IGESDF. “Está claro que há irregularidades e precisamos investigar quem se beneficia com isso”, disse.
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