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Número não representa uma estabilidade no mercado ou uma retomada econômica; explica especialista Henrique Esteves


Dados divulgados pela Serasa Experian apontam que em 2021, o número de pedidos de recuperação judicial de empresas registrou queda de 24,4% em todo o país comparado a 2020, primeiro ano da pandemia da COVID-19.


O advogado Henrique Esteves, especialista em recuperação judicial, explica que esses números vão na contramão do que se esperava tendo em vista o alarmante número de empresas que ingressaram em dificuldades econômico-financeiras em razão da pandemia. 


“O número não representa uma estabilidade no mercado ou uma retomada econômica, mas talvez um fôlego temporário baseado nas medidas extraordinárias adotadas neste período de incerteza, que ainda perdura", explica o especialista.


Porém, mesmo com a queda, alguns setores precisaram recorrer às solicitações de recuperação judicial. Ao todo, o Judiciário registrou 891 pedidos no ano passado, contra 1.179 em 2020. Do total de solicitações, 604 foram de micro e pequenas empresas, 197 de médias e 90 de grandes companhias.


Setores mais afetados


O setor mais afetado foi o de serviços, que tem o maior peso na economia brasileira, cerca de dois terços do Produto Interno Bruto (PIB). As empresas de serviços foram responsáveis por 460 solicitações de recuperação judicial. O setor de comércio registrou 199 e a indústria registrou 142 pedidos.

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