Cresce o número de famílias endividadas, inadimplentes e sem condições de pagamento em janeiro

 Em janeiro de 2026, o percentual de famílias com dívidas a vencer no DF manteve trajetória de alta e avançou de forma mais intensa do que no mês anterior. 

O endividamento cresceu 2,07% em relação a dezembro. No mesmo período, houve aumento de 3,2% no número de famílias inadimplentes e de 7,5% entre aquelas que declararam não ter condições de honrar seus compromissos financeiros. Os dados são da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

Em termos absolutos, o número de famílias endividadas no Distrito Federal passou de 813,7 mil para 831,5 mil, o que corresponde a 78,8% do total. Já o contingente de inadimplentes aumentou de 426,5 mil para 440,7 mil famílias, atingindo 41,8%. Entre os consumidores que afirmam não ter condições de pagar suas dívidas, o total subiu de 183,4 mil para 197,2 mil, alcançando 18,7%.

Na comparação com janeiro de 2024, o indicador atual está 12,2 pontos percentuais acima, configurando o maior patamar desde junho de 2024, quando chegou a 80,6%. Em valores absolutos, isso representa 131.124 famílias a mais entre os endividados e um acréscimo de 2.033 inadimplentes no período.

Quando analisado o atraso no pagamento das dívidas, 55,8% das famílias com renda de até dez salários mínimos afirmaram possuir contas em atraso. Entre aquelas com renda superior a dez salários mínimos, o percentual foi de 47,0%. Dentre os entrevistados dessas faixas de renda, 54,4% e 23,9%, respectivamente, declararam que não terão condições de quitar os débitos.

A média de dias em atraso permanece em 68 dias desde novembro. Em setembro de 2024, o indicador chegou a 74 dias, o maior número médio de dias de atraso de toda a série histórica.

Para o presidente do Sistema Fecomércio-DF, José Aparecido Freire, o movimento ainda exige cautela na interpretação. “Esse repique no índice geral pode ser resultado das compras de fim de ano e representar um comportamento pontual, mas também pode sinalizar um recrudescimento do endividamento das famílias, influenciado pelo patamar elevado das taxas de juros. Será necessário acompanhar os próximos três meses para avaliar se a tendência será de crescimento, retração ou estabilidade”, afirma. 

Postar um comentário

Postagem Anterior Próxima Postagem
Bio Caldo - Quit Alimentos
Canaã Telecom