Foto: Professora Cris por Terrana
Advogada
e autora do ebook "Prática Cível Fácil" afirma que "técnica e repetição
inteligente" fazem a diferença para a tão sonhada aprovação do exame
Futuros
advogados de todo o Brasil se preparam para a concorrida prova da Ordem
dos Advogados. Maior responsável pelo número de reprovações, a segunda
fase (Prático-Profissional) está prevista para o dia 22 de fevereiro. A
advogada e professora Cristiane Gulyas Piquet, autora do ebook
"Prática Cível Fácil" e do canal "Oficina de Petições", no Youtube, nos
dá algumas dicas exclusivas para a elaboração de peças processuais e
questões discursivas.
"Se você vai fazer a 2ª fase da OAB em
Direito do Trabalho, você não precisa de mais teoria. Você precisa saber
identificar, estruturar e escrever a peça prático-profissional com
segurança", afirma a Professora Cris Gulyas, como é conhecida na
internet.
O exame obrigatório para bacharéis em Direito que desejam exercer a advocacia é organizado pela Fundação Getulio Vargas (FGV).
1 - Quais as principais dicas para quem vai prestar prova para a próxima fase da OAB?
As duas maiores chaves da 2ª fase são: identificar corretamente a peça e escrever com método.
Prof. Cris Gulyas: Minhas dicas práticas:
-Conheça a linha do tempo do processo — isso determina a peça.
-Domine a estrutura básica das peças: endereçamento, qualificação, fatos, fundamentação, pedidos e fechamento.
-Treine pelas peças que mais se repetem — FGV tem padrão.
-Use o Vade Mecum com estratégia: índices e marcações corretas economizam minutos preciosos.
-Escreva por silogismo jurídico (Ordenamento → caso concreto → conclusão): aumenta pontuação e clareza.
-Pratique no caderno de linhas — simular a prova faz toda diferença.
A 2ª fase não exige decorar. Exige técnica e repetição inteligente.
2 - Quais os principais erros cometidos pelos examinandos, na sua opinião?
Prof. Cris Gulyas: Os três erros que mais reprovam:
a) Errar a peça: Porque não identificou a fase processual correta. Alunos pulam essa etapa e vão direto escrever.
b)
Fundamentar mal: Copiam artigos, não aplicam ao caso concreto, ou
escrevem sem lógica. A banca avalia raciocínio jurídico, não memória.
c) Pedidos incompletos: Esquecem pedidos essenciais:
citação/intimação, tutela, condenação, produção de provas, honorários, confirmação da tutela, provimento/recurso etc.
Esquecem
de incluir nos pedidos tudo o que foi posto no tópico da fundamentação
jurídica, tem que ser um espelho, o que foi fundamentado deve ser
requerido.
E detalhe: pedido errado ou faltando → pontos perdidos.
3 - Existem "pegadinhas" às quais devemos ficar atentos?
Prof. Cris Gulyas: Sim, algumas clássicas:
-Palavras-chave escondidas no final do enunciado e nas questões discursivas.
-Mudança sutil da fase processual: é onde muitos erram a peça.
-Peças híbridas (ex.: contestação + reconvenção).
-Erros
no endereçamento em recursos (exemplo: na peça de Interposição o
endereçamento é ao juízo x na peça Razões, o endereçamento vai para o
Tribunal).
-Datas e prazos que parecem irrelevantes e mudam tudo.
Mas, na prática, não são pegadinhas — são detalhes processuais que a banca usa para testar a atenção.
4 - Quais peças podem cair na redação, na sua opinião?
Prof.
Cris Gulyas: A FGV trabalha com recorrência, então o que já caiu tem
grande chance de voltar. Para Civil, as peças mais prováveis são:
-Petição Inicial pelos Procedimentos Especiais
-Contestação com reconvenção;
-Agravo de instrumento;
-Apelação;
-Embargos de Terceiro;
-Embargos à Execução;
E dentro da fundamentação, surgem temas como:
responsabilidade civil, posse, contratos, execução, adimplemento/sub-rogação, direito do consumidor.
Em Direito do Trabalho, as peças mais cobradas são:
-Reclamação Trabalhista
-Contestação
-Recurso Ordinário
-Agravo de Petição
-Embargos de Terceiro
FGV dificilmente “inventa moda” — ela repete estruturas.
5 - O que é importante não esquecer no dia da prova?
Prof.
Cris Gulyas: Organizar o material que vai levar para a prova na véspera
(Vade Mecum, caneta preta ou azul, garrafa de água, lanchinho.)
-Sair cedo de casa e chegar cedo no local da prova, para evitar contratempos
-Ao receber a prova, folhear antes de começar a escrever, isso reduz a ansiedade e deixa o cérebro processar.
-Conferir o endereçamento (principal fonte de perda de ponto).
-Levar Vade Mecum atualizado
-Montar o rascunho da estrutura da peça antes de escrever.
-Revisar os pedidos — tudo que foi fundamentado precisa estar no final.
-Não copiar artigo da lei — reescreva com suas palavras.
E o mais importante:
Não existe peça impossível quando existe método e prática.
Prof. Cris Gulyas:
É
professora de Prática Jurídica, advogada e administradora judicial,
especialista em Processo Civil e Recuperação Judicial. Com ampla
experiência na prática jurídica, é também idealizadora da Oficina de
Petições OAB, projeto criado para auxiliar estudantes de Direito a se
prepararem de forma segura, estratégica e objetiva para a 2ª fase da
OAB.
Ebook: Prática Cível Fácil
https://profcrisgulyas.my.canva.site/ebook-civil
Curso: Mentoria Prática em Peças Cíveis
https://profcrisgulyas.my.canva.site/mentoria-civil
Curso: Elaboração de Peças Trabalhistas
https://profcrisgulyas.my.canva.site/curso-pecas-trabalho
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