Reforma Tributária e nova resolução ampliam fiscalização sobre pequenos negócios no Brasil

Especialista alerta para cruzamento de dados e reforça a importância da organização financeira entre CPF e CNPJ O avanço da Reforma Tributária no Brasil, aliado à implementação da Resolução CGSN 183, marca uma mudança significativa na forma como a Receita Federal acompanha a atividade econômica de pequenos empreendedores. O novo cenário é caracterizado pelo aumento da capacidade de monitoramento e cruzamento de dados, colocando no radar operações antes consideradas invisíveis. Segundo a contadora Glória Maria Fernandes, da ACONTREC Contábil, o momento exige atenção redobrada, principalmente de quem ainda empreende utilizando apenas o CPF. “Hoje, a Receita Federal não enxerga apenas empresas, ela analisa comportamentos financeiros. Quem movimenta valores via PIX, utiliza cartão pessoal ou não mantém controle formal das receitas já pode estar sendo monitorado”, afirma. Cruzamento de dados e rastreabilidade O sistema atual da Receita Federal permite o cruzamento de diversas informações, como movimentações bancárias, faturas de cartão de crédito, transações via PIX e declarações fiscais. Quando esses dados apresentam inconsistências, os alertas são gerados automaticamente. “Não se trata mais apenas de quanto se fatura, mas da capacidade de justificar cada movimentação. Quando os dados não ‘conversam’ entre si, a inconsistência aparece rapidamente para o Fisco”, explica Glória. Fim da invisibilidade do pequeno negócio A especialista destaca que o pequeno empreendedor deixou de estar fora do alcance da fiscalização. Práticas como misturar contas pessoais e empresariais ou operar sem estrutura formal podem gerar consequências relevantes. “Empreender com CPF ou misturar CPF e CNPJ sem organização pode resultar em inconsistências fiscais, multas e até impedimentos para o crescimento do negócio”, alerta. Novo perfil de empreendedor Diante desse cenário, a profissional reforça que não é o tamanho do negócio que representa risco, mas a falta de organização. “O problema não está em ser pequeno, mas em permanecer desorganizado. O novo momento exige um empreendedor mais consciente, estruturado e responsável com suas finanças”, pontua. Para Glória, separar as finanças pessoais das empresariais deixou de ser uma escolha estratégica e passou a ser uma necessidade. “Separar CPF de CNPJ não é mais uma opção. É uma questão de sobrevivência empresarial”, afirma. Transparência como regra Com o fortalecimento da fiscalização, a lógica do sistema tributário também muda. A questão central passa a ser a transparência das operações financeiras. “No novo Brasil tributário, a pergunta não é mais se você está faturando, mas se consegue provar, de forma clara e organizada, tudo o que faz com o seu dinheiro”, destaca. Organização como caminho A especialista conclui que a adaptação ao novo cenário é inevitável e pode ser determinante para a continuidade dos negócios. “Ou o empreendedor se organiza, ou a própria Receita Federal fará isso por ele”, finaliza. Serviço: VI WORKSHOP - Cartão de crédito, PIX, CPF + CNPJ, MEI e Declaração de Imposto de Renda. Quais os riscos com a Reforma Tributária e Resolução 183? Data: 23 e 24 de abril Horário: das 19h30 às 21h30 Local: Online - Plataforma Google Meet Inscrição: Pelo whatsapp: Instituto Transformando Ideias: 41 98518-2220, valor: R$ 19,90

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