A Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg) realizou, segunda-feira (1º), na Casa da Indústria, uma série de reuniões com empresários, pesquisadores, representantes do poder público e especialistas em tecnologia para tratar de projetos voltados à inovação, transformação digital e desenvolvimento tecnológico da indústria goiana.
Coordenados pelo presidente da entidade, André Rocha, com apoio do Conselho Temático de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (CDTI), os encontros abordaram temas como inteligência artificial na indústria, biotecnologia e inteligência de dados aplicada à comunicação empresarial. Segundo André Rocha, a iniciativa busca ampliar a competitividade das empresas, incentivar novos investimentos e fortalecer a conexão entre indústria, pesquisa e tecnologia em Goiás.
Para o dirigente, a colaboração entre empresas, universidades, startups e governo contribui para acelerar o desenvolvimento econômico e tecnológico do Estado. “Temos conhecimento, empresas inovadoras e uma indústria cada vez mais preparada para crescer. Quando aproximamos esses atores, criamos condições para transformar ideias em soluções, investimentos e desenvolvimento. A inovação deixou de ser uma opção e passou a ser uma necessidade para quem deseja competir em mercados cada vez mais exigentes”, afirmou.
Inteligência artificial ganha espaço na indústria
Um dos principais temas tratados foi o avanço da inteligência artificial no setor industrial. Durante reunião com o CEO da IndustryCare e presidente do Instituto de Cognição Industrial (ICI), Bruno Ferreira Sousa, foram apresentadas propostas para ampliar o uso da tecnologia nos processos produtivos.
Entre as aplicações abordadas estão automação de processos, manutenção preditiva, análise de dados em tempo real, aumento da produtividade e redução de custos operacionais. Também foram discutidas ações voltadas à qualificação profissional para atender às novas demandas da indústria digital.
Durante a reunião, Bruno destacou que Goiás reúne condições para assumir protagonismo na aplicação da inteligência artificial à indústria. Segundo ele, o Estado já possui um ecossistema relevante de pesquisa e inovação, com exemplos como o CEIA da UFG, e conta com quase 30 mil estabelecimentos industriais que podem se beneficiar de tecnologias voltadas ao aumento da produtividade e da competitividade. Bruno ressaltou ainda que o objetivo é aproximar o conhecimento gerado nos centros de pesquisa das demandas reais das empresas, transformando inovação em resultados concretos para o setor produtivo.
A apresentação também trouxe oportunidades para ampliar projetos de pesquisa aplicada, fortalecer parcerias entre empresas e universidades e acessar programas de incentivo à inovação tecnológica.
Criação de cluster de biotecnologia é apresentada
Outro encontro reuniu representantes da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Goiás (Fapeg), empresas do setor e pesquisadores para apresentar e avaliar a proposta de criação de um cluster de biotecnologia no Estado.
Participaram da reunião representantes da Associação Goiana de Biotecnologia (AGBiotechs), incluindo a gerente de Ecossistema e Inovação da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), Cristina Nakamura; os diretores da entidade Weiky Ferreira, Iara Mendes (Nanoterra) e Joaquim Araújo (Nanoterra); além de Raimundo Lima (BioUs) e Amaurilio Carniello (Creio Lab).
A proposta prevê a integração de startups, universidades, centros de pesquisa, laboratórios e indústrias para estimular o desenvolvimento de soluções voltadas à saúde, agronegócio, sustentabilidade e manufatura.
De acordo com os participantes, a iniciativa pode acelerar a pesquisa aplicada, ampliar a transferência de tecnologia para o setor produtivo e favorecer o surgimento de novos negócios de base tecnológica.
Durante a reunião, foram destacados fatores que favorecem Goiás para receber um polo de biotecnologia, como a presença de instituições de pesquisa reconhecidas, profissionais qualificados e a força da agroindústria e da indústria de transformação. Também foram tratadas ações para ampliar ambientes de inovação, fortalecer parques tecnológicos e incentivar a permanência de empresas e pesquisadores no Estado.
Inteligência de dados para comunicação empresarial
A programação incluiu ainda reunião sobre o uso de inteligência de dados aplicada à comunicação e ao marketing. O encontro foi conduzido por Luciano Lacerda e contou com a participação do CEO da startup, Edy Medrado, e da gerente de Contas, Carol Silveira.
Durante a apresentação, foram demonstradas soluções voltadas à automação da compra de mídia e à segmentação de campanhas publicitárias em rádio e televisão. A tecnologia utiliza dados para direcionar anúncios com base em critérios como localização, perfil de público e hábitos de consumo.
Os participantes também discutiram aplicações da ferramenta para o setor produtivo, com foco em ações de comunicação institucional, promoção de produtos e fortalecimento da presença de empresas goianas em diferentes mercados.
Para Luciano Lacerda, o uso de dados amplia a eficiência das estratégias de comunicação e contribui para a competitividade das empresas. “A transformação digital também alcança áreas como marketing, comunicação e relacionamento com clientes. Ferramentas baseadas em dados permitem decisões mais assertivas e contribuem para ampliar a competitividade das empresas”, concluiu.





