Consumo de energia na agricultura irrigada cresceu 11% nos últimos três anos em Goiás

 Com mais de 5,4 mil pivôs em operação, avanço da irrigação amplia demanda por energia e impulsiona investimentos na rede elétrica, que somam mais de R$ 7,1 bilhões em Goiás


Foto: Irrigoiás

 

"Sem energia, você não faz nada. Ela é fundamental para a irrigação, para a pecuária, para a armazenagem e para toda a produção", afirma o produtor rural e presidente da Associação dos Irrigantes do Estado de Goiás (Irrigo), Luiz Carlos Figueiredo. O avanço da atividade no estado também se reflete na demanda por eletricidade. Dados da Equatorial Goiás mostram que o consumo de energia destinado à agricultura irrigada cresceu 11% nos últimos três anos.

De acordo com informações da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), Goiás possui cerca de 5.486 pivôs centrais em operação. A expansão dessa infraestrutura acompanha o aumento da demanda por energia no campo. A maior área irrigada está concentrada em Cristalina, no Entorno do Distrito Federal, que reúne mais de 74 mil hectares irrigados e se consolida como um dos principais polos da agricultura irrigada no país.

O setor ganha espaço ano a ano não só em Cristalina, mas em todo Estado como uma das principais estratégias para os agricultores garantirem produtividade, segurança alimentar e competitividade no campo, diante dos períodos de seca prolongada e a garantia de controle de recursos hídricos. "A gente precisa de duas coisas para produzir: água e energia elétrica", resume Luiz Figueiredo. 

O empresário tem hoje 2,6 mil hectares irrigados no município de Cristalina, maior área irrigada por pivô central do Estado. Nas propriedades, são cultivados café, soja, milho, aveia e sorgo, além da produção leiteira. Parte dessa produção abastece o mercado interno e a outra segue para exportação. Ele destaca os avanços observados nos últimos anos foi o fortalecimento da infraestrutura elétrica na região. "Houve bastante melhorias na nossa região nos últimos três anos. Em Cristalina houve aumento de carga, na Subestação da Pamplona, a subestação na região do Rio São Marcos foi ampliada", destaca.

Para o produtor, os desafios atuais são diferentes daqueles enfrentados há alguns anos. Se antes a principal dificuldade era a disponibilidade de energia para novos projetos, hoje o foco está na ampliação e modernização das redes de distribuição que atendem as áreas rurais. "As redes eram muito antigas e o crescimento da demanda exige muitos reforços. Hoje já percebemos uma evolução importante, mas a expansão da irrigação continua dependendo de investimentos constantes na infraestrutura e nós temos acompanhado esse trabalho da Equatorial de perto", avalia Figueiredo.

 

Energia para produzir


(Foto: Equatorial Goiás)

Desde o início da concessão, a Equatorial Goiás já investiu mais de R$ 7,1 bilhões em obras de expansão, modernização e digitalização do sistema elétrico em todo o estado desde que assumiu a concessão. Em Cristalina, um dos municípios que mais demandam energia para irrigação, a distribuidora concluiu, em 2025, a construção de uma interligação de 5,2 quilômetros e de um novo alimentador com dois quilômetros de extensão. Além disso, a companhia está executando a construção e modernização de 34,7 quilômetros de rede elétrica, substituindo estruturas antigas por equipamentos com maior capacidade de transporte de energia.

Os resultados já aparecem nos indicadores de consumo. Dados da Equatorial mostram que o consumo de energia elétrica dos irrigantes de Cristalina cresceu 14,3% em 2025, reflexo direto da expansão da atividade agrícola e da intensificação do uso da irrigação.

Segundo o superintendente técnico da Equatorial, Roberto Vieira, os investimentos realizados em Cristalina acompanham o crescimento da agricultura irrigada e a importância estratégica do município para a economia goiana. “Nosso objetivo é fortalecer continuamente a infraestrutura elétrica da região, ampliando a capacidade de atendimento e oferecendo mais confiabilidade para que os produtores possam expandir suas atividades com segurança", destaca.

Entre as melhorias já realizadas no município também estão a ampliação da capacidade da Subestação Cristalina em 14%, permitindo o aumento de carga para instalação de novos pivôs, equipamentos para beneficiamento de grãos, novas indústrias, além de um plano de manutenção preventiva nos transformadores da unidade que atendem os clientes da região.

Na Subestação São Marcos, a companhia construiu 32 quilômetros de novos alimentadores de média tensão. Já na Subestação Pamplona, foi construído um novo alimentador com 20 quilômetros de rede de média tensão, além da modernização dos equipamentos da subestação e da instalação de bancos de capacitores para melhorar a estabilidade da tensão fornecida aos consumidores rurais.

Vieira destaca que os novos alimentadores garantem uma melhor distribuição da energia na região e trazem mais condições de flexibilidade no sistema, permitindo que a equipe isole defeitos quando eles acontecem. “Em um forte evento climático, por exemplo, conseguimos atuar com menos clientes impactados numa eventual falta de energia. Além disso, conseguimos fazer o rebalanceamento do sistema em momentos de sobrecarga. Isso tudo, no final das contas, vai fazer a energia ficar mais estável e por mais tempo e garantir mais qualidade do serviço aos nossos clientes”, pontua.

Para 2026, estão previstas novas obras estruturantes, incluindo a construção de três alimentadores, que juntos somam 41 quilômetros de extensão de rede e a implantação da Subestação Savana, que ampliará a flexibilidade operacional, ou seja, a distribuidora passa a ter mais alternativas para transferir cargas entre circuitos, isolar trechos com defeito e restabelecer o fornecimento com maior rapidez, muitas vezes de forma remota. Na prática, é menos tempo sem energia.

ExpoIrrigação

Entre os dias 16 a 18 de julho, a Equatorial Goiás estará com equipes técnicas e comerciais com um estande na ExpoIrrigação e na Feira Agroindustrial, Comércio e Serviços de Cristalina (Faicris), que acontecem no mesmo espaço, preparadas para atender produtores rurais, irrigantes e empreendedores do agronegócio que buscam informações sobre fornecimento de energia, expansão de carga e novos projetos.

No estande da distribuidora, os visitantes poderão esclarecer dúvidas, receber orientações e iniciar solicitações relacionadas a serviços como ligação nova, aumento ou redução de demanda, alteração de modalidade tarifária, troca de titularidade, parcelamento de débitos, orçamento de conexão, ampliação de carga para novos pivôs de irrigação e demais solicitações dos consumidores atendidos em média tensão.

 

Sobre a Equatorial Goiás 

A Equatorial Goiás é uma empresa que pertence ao Grupo Equatorial, uma holding brasileira do setor de utilities, sendo o 3º maior grupo de distribuição de energia do País, com 7 concessionárias que atendem mais de 56 milhões de pessoas. Somente em Goiás são cerca de 3,8 milhões de unidades consumidoras, localizadas em 237 municípios do Estado e abrangendo 98,7% do território estadual, com cobertura de uma área de 336.871 km².

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