Manuela Andrade aposta em presença e resultados na disputa pela Câmara Legislativa

  Advogada há 15 anos e com experiência na administração pública, candidata a deputada distrital defende educação integral, saúde mais eficiente, mobilidade e fortalecimento de quem trabalha e empreende no Distrito Federal

Ouvir antes de propor. Conhecer antes de decidir. Estar presente antes de falar em representação. É a partir desses princípios que Manuela Andrade entra na disputa por uma vaga na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF).

Advogada há 15 anos, nascida e criada em Brasília, ela reúne experiência no Direito e na administração pública e defende uma atuação próxima da população, capaz de transformar necessidades em ações concretas.

A candidatura surge em um cenário marcado pela descrença de parte da sociedade na política, alimentada, segundo Manuela, por anos de promessas que não se transformaram em realidade. Para ela, recuperar a confiança passa menos pelo discurso e mais pela história e pelas atitudes de quem se dispõe a representar a população.

“Entendo a descrença de muitas pessoas na política, porque durante muito tempo muita gente deixou de se sentir representada. Mas acredito que a mudança começa quando passamos a conhecer de verdade quem está se colocando à disposição para servir: conhecer a história, os princípios, a vivência e principalmente as atitudes”, afirma.

Da escuta à ação

A aproximação com as comunidades tornou-se uma das marcas de sua caminhada. Visitas, encontros com moradores e conversas com diferentes segmentos da sociedade são, para a candidata, formas de compreender problemas que nem sempre chegam aos gabinetes.

“O papel do Estado é servir as pessoas. Por isso, acredito que ouvir cada cidadão, entender suas necessidades e conhecer de perto a realidade de cada comunidade é o primeiro passo. Mas não basta ouvir. É preciso transformar essas necessidades em políticas públicas, fiscalizar e buscar resultados”, diz.

Essa presença tem levado Manuela a diferentes regiões do Distrito Federal e ao contato com realidades diversas. Entre as agendas esteve uma visita ao Lar dos Velhinhos Maria Madalena, no Núcleo Bandeirante, instituição que há mais de quatro décadas se dedica ao acolhimento e ao cuidado de idosos.

O encontro reforçou uma visão que ela pretende levar à vida pública: decisões não devem considerar apenas grandes indicadores, mas também o cotidiano de quem depende dos serviços oferecidos pelo Estado.

“É no olho no olho, na conversa simples e na escuta de verdade que a gente entende o que precisa melhorar. Política bem feita é aquela que conhece o problema, busca solução e faz a diferença na vida das pessoas”, argumenta.

Educação, saúde, mobilidade e oportunidades

Ao falar sobre os desafios do DF, Manuela concentra a atenção em áreas diretamente relacionadas à rotina da população. Educação, saúde, mobilidade e geração de oportunidades estão entre suas principais bandeiras.

Na educação, propõe ampliar a oferta de creches e do ensino integral, mas ressalta que aumentar o tempo do estudante na escola não é suficiente. Para ela, a expansão deve ser acompanhada de estrutura adequada, espaços de convivência, alimentação, atividades e valorização dos profissionais.

“Ensino integral de verdade é oportunidade real. Precisamos oferecer estrutura para que nossas crianças possam aprender, se desenvolver e ter novas perspectivas para o futuro”, afirma.

Na saúde, defende atendimento mais eficiente, fiscalização da gestão e atenção às necessidades específicas de crianças neurodivergentes e das mulheres. O olhar se estende também às famílias e a quem dedica grande parte da rotina ao cuidado do outro.

“Precisamos olhar para quem muitas vezes fica invisível. Quem cuida de quem cuida? Mães, famílias, idosos e pessoas que dependem diariamente dos serviços públicos precisam encontrar um Estado que funcione e esteja presente.”

Na mobilidade, considera necessário buscar soluções de acordo com as diferentes realidades das regiões administrativas, com melhorias no transporte público, na infraestrutura e nos deslocamentos dentro das próprias comunidades.

O fortalecimento de quem trabalha e empreende completa esse conjunto de prioridades. A candidata propõe capacitação, incentivo aos pequenos e médios empreendedores, simplificação de processos e medidas para estimular a geração de emprego e renda mais perto de onde a população vive.

“Quando a economia cresce, o desenvolvimento precisa chegar à mesa das famílias. Precisamos criar condições para quem quer trabalhar, empreender e gerar oportunidades no Distrito Federal”, destaca.

A participação feminina também integra essa visão. Para Manuela, ampliar a presença das mulheres nos espaços de decisão significa incorporar experiências e perspectivas que ainda precisam ganhar mais espaço na formulação das políticas públicas.

“Como mulher, mãe, advogada e candidata, acredito que precisamos de mais mulheres nos espaços onde as decisões são tomadas. Não apenas para ocupar cadeiras, mas para participar efetivamente da construção das políticas que impactam nossas famílias e nossa sociedade”, acrescenta.

Uma história ligada à vida pública

O contato de Manuela com a política começou ainda na infância. Filha de Manoel de Andrade, conhecido como Manoelzinho do Táxi, cresceu acompanhando uma história ligada à representação de categorias, à política e ao serviço público. Ao mesmo tempo, construiu o próprio caminho profissional.

Além dos 15 anos de advocacia, reúne formação e experiências em áreas como contabilidade, turismo, compliance e Filosofia. Mais do que apresentar títulos como credenciais, ela relaciona essa formação ao conhecimento adquirido ao longo da vida profissional.

“Cresci vendo de perto a vida pública e aprendi dentro de casa valores que carrego comigo: trabalho honesto, lealdade, compromisso com a palavra e respeito pelas pessoas. Mas também construí a minha própria trajetória, estudando, trabalhando e conhecendo por dentro os desafios da administração pública e a realidade de quem precisa dela”, relata.

Para a candidata, essa vivência permite compreender tanto as demandas da sociedade quanto os caminhos necessários para convertê-las em políticas públicas.

“Cada experiência profissional me ensinou alguma coisa. O Direito me mostrou a importância de lutar pelo que é justo. A administração pública me ensinou que não basta ter boas ideias: é preciso planejamento, responsabilidade, fiscalização e capacidade de fazer acontecer.”

Em sua primeira disputa eleitoral, Manuela pretende levar esse repertório para a Câmara Legislativa e construir um mandato pautado pelo diálogo, acompanhamento das demandas e busca por resultados.

“Eu acredito que política bem feita é boa. E política bem feita começa ouvindo as pessoas, mas não termina na escuta. Representar é muito mais do que falar em nome de alguém. É estar presente, acompanhar, fiscalizar e trabalhar para transformar necessidades reais em soluções.”

É nessa passagem da escuta para a ação que Manuela Andrade busca apresentar sua candidatura e construir uma nova relação com o eleitor do Distrito Federal.

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