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Pioneiro da arquitetura modernista no Brasil, Lúcio Costa ficou conhecido mundialmente pelo projeto urbanístico do Plano Piloto de Brasília. Após esse projeto, recebeu convites para coordenar vários planos urbanísticos no Brasil e no exterior

O incrível Lúcio Costa em sua última visita a Brasília. Foto Orlando Brito

Segundo o site da Sociedade Casa de Lúcio Costa, o trabalho do arquiteto, especialmente entre os anos de 1930 e 1960, foi essencial para inserir a arquitetura como manifestação cultural do país e contribuir para a estruturação do movimento moderno no Brasil.

Formado em arquitetura em 1924 pela Escola Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro, Lúcio Costa é considerado o arquiteto mais prestigiado do chamado movimento neocolonial. Em 1924, durante uma viagem a Diamantina (MG), Lúcio Costa observou a pureza e a simplicidade da arquitetura do período colonial, bem diferente dos projetos que fazia. Cinco anos depois dessa viagem, mudou radicalmente o rumo de sua atuação profissional, rompendo com o movimento neocolonial e procurando a linguagem plástica correspondente à tecnologia construtiva do seu tempo.

Em 1930, foi incumbido pelo governo de Getúlio Vargas para reformular o ensino na Escola Nacional de Belas Artes. Os historiadores consideram que sua atuação nesse projeto foi fundamental para a eclosão e consolidação da arquitetura moderna brasileira.

Em 1936, quando fez o projeto do Ministério da Educação e Saúde Pública, Lúcio Costa conseguiu trazer ao Brasil o arquiteto Le Corbusier para uma série de conferências. Charles-Edouard Jeanneret-Gris, conhecido por Le Corbusier, foi um urbanista e pintor francês de origem suíça, considerado um dos mais importantes arquitetos do século 20, que influenciou, posteriormente, os trabalhos de Lúcio Costa. Embora convidado a projetar o prédio do ministério sozinho, Lucio Costa preferiu dividir a missão com uma equipe, que incluía seu antigo aluno Oscar Niemeyer e seus sócios Carlos Leão, Ernani Vasconcellos, Jorge Moreira e Affonso Eduardo Reidy.

Em 1939, Lúcio Costa foi coautor do pavilhão brasileiro para a Feira Universal de Nova York, juntamente com Oscar Niemeyer e Paul Lester Wiener. Em 1957, ao ser lançado o concurso para a nova capital do país, Costa apresentou seu projeto e venceu a disputa.

Origem
Filho do engenheiro naval baiano Joaquim Ribeiro da Costa e da amazonense Alina Ferreira, Lúcio Marçal Ferreira Ribeiro Lima Costa nasceu em Toulon, na França, no dia 27 de fevereiro de 1902. Devido às atividades oficiais de seu pai, que era almirante, morou em diversos países, entre os quais Inglaterra e Suíça. Retornou ao Brasil em 1917 e, no ano seguinte, foi matriculado por seu pai na Escola Nacional de Belas Artes.

O curso de arquitetura da Escola Nacional de Belas Artes ainda aplicava um programa neoclássico de ensino. Lúcio Costa praticou, então, a arquitetura neoclássica durante seus primeiros anos de trabalho, defendendo, em certos momentos, uma arquitetura neocolonial. A partir da influência de Le Corbusier, Lúcio Costa rompeu com esse estilo. Fez também parceria com o arquiteto ucraniano Gregori Warchavchik, que construiu a primeira residência considerada moderna no Brasil.

Lúcio Costa foi Doutor Honoris Causa pela Universidade de Harvard e sócio honorário de instituições profissionais de vários países, entre as quais: Académie D’Architecture, na França; Royal Institute of British Architets; e American Institute of Architets. Em 1970, recebeu do então presidente da França, George Pompidou, a maior honraria do governo francês: a Legião de Honra, no grau de ‘‘Commandeur”. Apesar de todos esses títulos, Lúcio Costa contou, em sua última entrevista, concedida ao Correio Braziliense, em outubro de 1997, que não chegou a ganhar o título de Cidadão de Brasília.

O arquiteto faleceu no dia 13 de junho de 1998, no Rio de Janeiro, onde residiu a maior parte da vida. Deixou duas filhas, Maria Elisa Costa, também arquiteta, e Helena.

Obras, entre os projetos de Lúcio Costa, destacam-se:
1936 - Edifício-sede do Ministério da Educação e Saúde Pública, atual Palácio Gustavo Capanema, no Rio de Janeiro;

1937 - Museu em São Miguel das Missões, no Rio Grande do Sul; Projeto para rampas do Outeiro da Glória, no Rio de Janeiro;

1939 - Pavilhão do Brasil na Feira Internacional de Nova York; residência Hungria Machado (atual consulado da Rússia), no Rio de Janeiro; casa de veraneio do barão de Saavedra, em Petrópolis;

1944 - Park Hotel São Clemente, em Nova Friburgo; Parque Guinle, em Laranjeiras, na Zona Sul do Rio de Janeiro;

1952 - Projeto da Casa do Brasil, na Cité Internationale Universitaire de Paris;

1956 - Sede social do Jockey Club do Brasil, no centro do Rio de Janeiro;

1957 - Brasília, a capital brasileira e um dos marcos do urbanismo do século 20;

1967 - Barra da Tijuca, plano piloto da expansão da região metropolitana do Rio de Janeiro.

O arquiteto também escreveu os seguintes livros: Razões da nova arquitetura (1939); Considerações sobre o ensino da arquitetura (1945); O arquiteto e a sociedade contemporânea (1952); Lúcio Costa: Sobre Arquitetura (1962); e Registro de uma vivência (1995).


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Blog do Paulo Roberto Melo

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