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Edna Gambôa Chimenes(*) Em uma sociedade em que a tecnologia faz parte do dia a dia de grande parte das pessoas, o letramento digital é algo simples e que já é de conhecimento de todos, certo? Errado! Vamos começar lembrando que o letramento digital não é só a atividade de ler e escrever em uma tela de computador ou celular. Vai além disso! É a habilidade de utilizar os recursos tecnológicos, conhecendo as funcionalidades das ferramentas digitais e compreendendo como utilizar cada uma delas nas diferentes situações cotidianas. É preciso deixar claro que o leitor digital vai além da leitura do texto puramente verbal. Ele precisa ler e interpretar um conjunto de diferentes linguagens que irão compor a leitura: imagens, sons, cores, imagens em movimento, vídeo, etc. Portanto, o letramento digital garante que o leitor consiga desenvolver essas habilidades e realizar uma leitura mais completa, compreendendo o texto em sua totalidade. De acordo com a autora Carla Coscarelli, em sua obra “Novas tecnologias, novos textos, novas formas de pensar” , diversas ferramentas digitais já fazem parte do nosso dia a dia, como o chat, o hipertexto, a multimídia, a hipermídia, os banners publicitários, a literatura digital, entre outras. O importante, no entanto, é que saibamos adequá-las, porque cada situação requer uma estratégia diferente. Principalmente na área da educação, cada situação pedagógica, cada construção do conhecimento, irá requerer uma estratégia e uma ferramenta específica, de acordo com a metodologia selecionada. Além disso, é essencial o desenvolvimento do letramento digital, para que o computador e as soluções tecnológicas realmente auxiliem e potencializem o conhecimento. E isso não quer dizer que a tecnologia ou o letramento digital são os “salvadores da educação”, mas podem ser utilizados como mais uma forma de tornar os saberes mais dinâmicos e significativo, considerando que vivemos em uma sociedade digital. Juliana Corrêa, em sua obra “Novas tecnologias da informação; novas estratégias de ensino/aprendizagem”, aponta que devemos construir uma nova articulação entre tecnologia e educação, para que consigamos favorecer o acesso à informação e aos canais de comunicação, dentro de uma proposta educativa que as utilize enquanto mediação para uma determinada prática pedagógica. Nessa perspectiva, o uso de diferentes linguagens auxilia na construção de aulas diferenciadas e que aproveitem os conhecimentos e habilidades que os alunos já possuem desenvolvidas. Mas esse prévio contato com a tecnologia garante que os educandos estejam letrados digitalmente? Será que eles conseguem utilizar esses recursos para a construção do conhecimento? E é aí que entra a importância do letramento digital – para desenvolver essas competências do leitor, de forma que elas façam parte da didática educacional, sempre dentro de uma proposta educacional, para que a mediação aconteça e as habilidades realmente sejam desenvolvidas, atingindo o objetivo educativo. Assim, percebemos que, mesmo diante de uma sociedade que se encontra em um momento tão tecnológico, o letramento digital ainda precisa ser desenvolvido e merece especial atenção, para que garanta o reconhecimento e compreensão das ferramentas digitais durante seu uso e aplicação, seja em ambiente educacional, seja nas diferentes atividades cotidianas. (*) Edna Gambôa Chimenes é graduada em Letras, mestre em Estudos de Linguagens e tutora dos cursos de pós-graduação na área de Comunicação do Centro Universitário Internacional Uninter.
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