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* Armando Kolbe Junior* Vamos imaginar: se pudéssemos alterar nossas tomadas de decisões, pois cada escolha apresenta diferentes riscos, e muitas vezes queremos trilhar o caminho mais seguro, tentando assim nos preservarmos. O bom é que, atualmente, podemos criar uma cópia nossa, idêntica, que poderia correr esses riscos, mantendo nosso peso, altura, percepções e ideias, porém, o mais importante, tudo que ocorrer não nos afetará de nenhuma maneira. Essa cópia enfrentaria as ações, testes, sem oferecer qualquer perigo a nós. Conforme os resultados apresentados, podemos repetir inúmeras vezes, evitando cometer os mesmos erros. Estamos falando do gêmeo digital (digital twin), uma simulação virtual de tudo que ocorre na linha de produção de uma indústria, podendo ser alterado, testando outros meios, sem prejuízos materiais e recursos de pessoal, pois as variáveis são devidamente calculadas, partindo dos dados disponíveis, oferecendo assim o cenário mais real possível. Com a Internet das Coisas (IoT), na Produção Industrial, as máquinas e equipamentos ganharam maior poder de processamento, disponibilizando mais dados relativos à produção. Além disso, nunca foram gerados tantos dados e informações, em um espaço tão curto, e de forma tão rápida como vem ocorrendo. As máquinas e equipamentos têm gerado quantidades massivas de informações, como recursos utilizados, tempo empregado e demanda necessária. Nesse bojo, computadores com sistemas cada vez mais inteligentes também participam do cotidiano industrial. A Internet das Coisas (IoT), cada vez mais, é utilizada na indústria, pois bem como os usuários, que também participam do ecossistema digital, temos os smartphones, desktops e maquinário pesado participantes ativos na geração de dados. Diante desse cenário, podemos pensar em simulações virtuais bem próximas da realidade. Sendo assim, são criados os “gêmeos digitais”, partindo de uma boa análise e interpretação dos dados que são disponibilizados sobre a produção, que a partir do momento que são colocados em prática, apresentarão resultados aproximados da realidade. Devemos lembrar que não são somente simulações, pois a quantidade de dados na construção de um gêmeo é suficiente para criar um cenário bem realista do negócio. Quanto mais informações tiver disponível, mais robusto será o modelo virtual. Entre as vantagens na utilização dos gêmeos, podemos citar os testes digitais, que economizam meses de planejamento e possibilitam análise de resultados na prática, evitando riscos, sem perdas reais. Além disso, partindo de um bom conjunto de dados da produção, também é possível criar produtos de forma mais rápida e usando menos recursos. Podemos utilizar um carro como exemplo dessa tecnologia. Os testes de durabilidade e aerodinâmica de um carro físico podem vir a ser muito custosos, uma vez que envolvem o uso de diversas peças e materiais. Se criarmos um gêmeo desse carro, podemos batê-lo quantas vezes for necessário, sem a necessidade de criar um modelo novo a cada teste, mantendo o nível de excelência exigido. Se essa tecnologia permitir a realização de mais testes de qualidade, sem fazer uso de materiais físicos, podemos realizar diversas alterações, comprovando a eficiência de cada uma delas quantas vezes for necessário. Para um consumidor mais exigente, e bem mais informado, a personalização sob demanda cria protótipos digitais, customizáveis e testados, facilitando o trabalho de personalização de um produto. Nesse sentido, os gêmeos digitais podem auxiliar a concepção de novos modelos que unam estética, eficiência e qualidade. Nesse processo e em outros que podemos imaginar, os gêmeos digitais vieram para manter as simulações mais robustas e cada vez mais realistas. Armando Kolbe Junior é professor e coordenador do curso de Gestão de Startups e Empreendedorismo Digital do Centro Universitário Internacional Uninter.
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