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Pablo Aguiar Tavares de Paula Gomes é Delegado da Polícia Civil do Distrito Federal há 23 anos. Apesar de ter nascido em Brasília, foi ainda bebê para Araguari, em Minas Gerais, onde passou sua infância e adolescência


Foto: Facebook.

O servidor retornou à capital aos 23 anos, após a aprovação nos concursos públicos para Agente e Delegado da PCDF.

Atualmente está lotado 27ª DP do Recanto das Emas, onde atua há mais de 10 anos como Delegado Chefe. Antes passou pela Delegacia de Repressão a Roubos e Furtos de Veículos (DRFV), 4ª DP (Guará), 6ª DP (Paranoá), 16ª DP (Planaltina), 3ª DP (Cruzeiro), 32ª DP (Samambaia) e 2ª DP (Asa Norte).

O brasiliense afirma que o sonho de ser Delegado veio na infância. Para seguir esse caminho nunca faltou apoio e incentivo da família. "Ser policial era um sonho de criança. Para minha sorte, e para o desespero da minha mãe, a profissão dos sonhos me escolheu. Minha família é a minha fonte de energia, minha motivação é minha dose de alegria para a rotina diária", relata Pablo.

Duas características de sua personalidade foram importantes para sua carreira como Policial. Ele ressalta que sempre foi competitivo e motivado. "Em tudo que realizo procuro fazer a diferença e enxergar soluções para os mais diversos problemas, que não são poucos em uma Delegacia. A principal lição que carrego comigo é a perseverança. É não desistir nunca de encontrar as soluções", relata Aguiar.

Para ele, a importância da carreira está em garantir os Direitos Fundamentais e buscar pela justiça social. "O Delegado de Polícia é o primeiro que analisa as situações criminais. É ele quem decide as primeiras condutas e penalidades. É o Delegado também quem coordena e executa com sua equipe todas as investigações policiais e as operações para apreensão de criminosos e provas criminais. Possui um papel de extrema importância nas atividades policiais e judiciais", reforça Pablo.

Outro ponto importante destacado pelo profissional é a questão da responsabilidade que o cargo carrega. "Trabalhar como Delegado de Polícia é uma responsabilidade constante. Trazemos a profissão conosco, independentemente de onde estamos ou que estamos fazendo, seja em um momento de lazer, familiar ou profissional, trazemos a responsabilidade de ter uma conduta ilibada e prezar para que tudo ao nosso redor ocorra segundo os princípios da ordem e da civilidade", avalia.

O profissional complementa que ser Delegado é ouvir, consolar e ajudar a todos que precisam. "Somos os ouvintes dos mais diversos dramas criminais e pessoais, consolamos, damos esperança e apoio psicológico. Ficamos indignados e lutamos para que a realidade individual e coletiva possa ser de segurança e com as garantias de cumprimento da ordem", reflete o policial.

O Delegado conta que durante a sua trajetória foram muitos casos marcantes, outros inusitados. Alguns pelo risco de morte, outros pela carga emocional da situação e vários que o motivaram e trouxeram alegria e orgulho. "Uma situação que ocorreu há alguns anos numa região de alta periculosidade me marcou bastante. Uma equipe da minha delegacia conseguiu prender dois criminosos que tinham acabado de roubar um veículo. Os criminosos foram arrebatados por comparsas da região. Os policiais não reagiram em razão de estarem em apenas dois enquanto existiam vários criminosos cercando a viatura. Para evitar uma bala perdida, apenas saíram do local e pediram apoio pelo rádio. Em questão de poucos minutos, dezenas de viaturas, apoio aéreo do helicóptero e mais de duzentos policiais se deslocaram para a região. No final os criminosos foram presos novamente e ninguém saiu ferido. Desfecho satisfatório, mas que sabemos bem que poderia ter sido diferente. Meus sinceros agradecimentos a todos que tiveram empatia e comprometimento para a resolução do caso", relembra.

Futuro
Foram muitas batalhas e diversas vitórias na vida do Delegado Pablo. E atualmente, o profissional deseja seguir um novo caminho, que promova o bem-estar social e que fortaleça a categoria policial do Distrito Federal. O Delegado pretende se tornar distrital.

"Minha maior motivação para concorrer por um espaço na política foi sem dúvida o desejo de mudar a realidade sofrida das comunidades em que trabalhei, sem deixar de lutar pela valorização da carreira, pela melhor remuneração e pelo fortalecimento da categoria. E acima de tudo, lutar na esfera federal para não dependermos de ter aceites tanto do GDF quanto do Governo Federal. Temos que ser uma polícia federativa ou governamental. Da forma que está não dá", analisa.

ENTIDADES INTEGRADAS
Embora nunca tenha atuado diretamente na diretoria do Sindicato de Delegados de Polícia (Sindepo) e da Associação dos Delegados (Adepol), o servidor afirma que elas têm um papel fundamental, pois fazem um trabalho de bastidores ímpar na busca por melhorias profissionais, apoio jurídico e convênios médicos, além de promover confraternizações e a interação da categoria.

"Considero importante pontuar que existem muitas demandas no sindicato. Mas, uma delas é urgente, a valorização da carreira através da restituição salarial. Estamos perdendo nossos melhores policiais civis para outras carreiras, devido a baixa valorização, por isso, o trabalho do sindicato é fundamental nessa luta. Somos uma peça-chave na segurança pública e precisamos lutar para termos esse valor reconhecido".

Sobre o Clube da Adepol, Pablo afirma que pretende voltar a frequentar mais. "Costumava frequentar bastante o Clube dos Delegados, algo que pretendo voltar a fazer quando a correria do dia a dia acalmar", finaliza o Policial.
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