A comunicação silenciosa que define o voto

Hellen Quida recebe a consultora Thereza Laura no Digital é Poder Cast para uma análise técnica sobre o branding pessoal de líderes políticos



O cenário político de 2026 exige uma compreensão que ultrapassa os discursos verbais e as propostas escritas, voltando o olhar para a semiótica da imagem pública. Recentemente, a jornalista e estrategista Hellen Quida recebeu em seu podcast, o Digital é Poder Cast, a consultora de imagem e expert em branding pessoal Thereza Laura. Durante o episódio, as especialistas promoveram um mergulho técnico na estética de dez figuras públicas, revelando como cores, acessórios e até mesmo a iluminação de vídeos são utilizados para moldar a percepção do eleitorado sem a necessidade de uma única palavra.



Para Thereza Laura, a percepção visual é tão impactante que ela afirma categoricamente que, após compreender esses mecanismos, o cidadão comum nunca mais olhará para um político com os mesmos olhos. Um dos casos mais emblemáticos discutidos foi o de Donald Trump, especificamente quando o ex-presidente utilizou uma gravata azul clara para tratar de temas sensíveis sobre o Irã, fugindo de seu tradicional acessório vermelho. Segundo a consultora, o uso do tom azul foi uma manobra deliberada para apaziguar os ânimos, pois o vermelho remete a sangue, violência, guerra e combate, o que poderia inflamar ainda mais a opinião pública naquele momento crítico.

A análise também percorreu o fenômeno digital de Nicolas Ferreira, destacando que a estética de seus vídeos, com fundo escuro e foco absoluto no rosto, não é fruto do acaso. Thereza Laura aponta que essa configuração visual gera uma estética de confronto, aproximação emocional e uma profunda sensação de verdade, eliminando distrações e forçando o espectador a concentrar-se exclusivamente na mensagem. Da mesma forma, o episódio abordou a estratégia de imagem de Virgínia Fonseca em seu depoimento à CPI, onde a influenciadora adotou um visual adolescente e quase sem maquiagem para transmitir ingenuidade e pureza, uma tática milimetricamente pensada para despertar acolhimento e evitar o indiciamento.

Outras figuras como Marina Silva e a ex-presidente Dilma Rousseff também foram alvos de exame sob a ótica do branding pessoal. No caso da ministra Marina Silva, Hellen Quida e Thereza Laura observaram uma evolução sofisticada, onde o coque e os colares artesanais foram mantidos como pilares de identidade, mas agora acompanhados por blazers estruturados que conferem o peso de autoridade necessário para fóruns internacionais. O debate reforçou que a imagem política em 2026 não é uma questão de futilidade, mas uma ferramenta de governança e liderança que precisa ser construída com propósito e técnica profissional.

Ao encerrar o encontro, Hellen Quida reiterou que essa intencionalidade visual é um dos temas centrais do seu novo curso, o Campanha Inteligente, feito com a participação da Thereza Laura, que une marketing digital, saúde emocional e branding. O episódio deixa uma lição clara para candidatos e assessores, a de que a verdade de um projeto político precisa estar refletida na postura e na vestimenta de quem o lidera, pois o eleitor médio processa o visual antes mesmo de validar o racional. A comunicação, portanto, deve ser encarada como um conjunto harmônico onde o que se vê é tão importante quanto o que se diz nas urnas.

O curso Campanha Inteligente será lançado no dia 25 de maio no canal do You Tube do projeto Digital é Poder: www.youtube.com/digitalepoder

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