Golpe do falso gerente volta a preocupar após vídeo de influenciadora viralizar nas redes sociais


 Influenciadora digital Rárika Acler relata ter sido vítima de golpe do falso gerente bancário em vídeo que viralizou nas redes sociais; presidente da ABRADEB dá dicas de como não cair nesse tipo de fraude.


O golpe do falso gerente bancário voltou a ganhar repercussão nas redes sociais após a influenciadora Rárika Acler publicar um vídeo relatando ter sido vítima da fraude. O conteúdo viralizou e reacendeu o alerta sobre o crescimento de crimes financeiros que utilizam engenharia social para enganar consumidores.


No vídeo, a influenciadora relata que acreditou estar falando com funcionários do banco e acabou realizando procedimentos orientados pelos criminosos durante o contato. “Eu achei que realmente estava falando com o banco”, afirmou Rárika Acler em trecho publicado nas redes sociais ao relatar o golpe sofrido.


Segundo a Associação Brasileira de Defesa dos Clientes e Consumidores de Operações Financeiras e Bancárias (ABRADEB), criminosos têm utilizado abordagens cada vez mais sofisticadas para convencer vítimas de que estão em contato com canais oficiais das instituições financeiras.


“O golpe do falso gerente cresce justamente porque os criminosos conseguem manipular emocionalmente as vítimas, criando sensação de urgência, medo e pressão psicológica durante as ligações”, explica Raimundo Nonato, presidente da ABRADEB.


De acordo com a entidade, entre as estratégias mais utilizadas estão falsas centrais telefônicas, envio de links fraudulentos, pedidos de transferência, atualização cadastral e supostos bloqueios de segurança na conta bancária.


“A principal orientação é nunca realizar transferências, compartilhar senhas ou seguir procedimentos passados por telefone sem confirmar diretamente com o banco pelos canais oficiais”, alerta Raimundo Nonato.


A ABRADEB também destaca que a exposição de casos nas redes sociais ajuda a ampliar a conscientização sobre os golpes digitais, principalmente diante do aumento das fraudes bancárias envolvendo engenharia social e falsidade ideológica.


“O relato da influenciadora mostra como qualquer pessoa pode ser vítima desse tipo de crime. Muitas vezes os golpistas possuem informações pessoais da vítima, simulam protocolos reais e utilizam técnicas sofisticadas para gerar confiança”, conclui o presidente da entidade.


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